quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Dicas de boa convivência no Twitter


Dicas de boa convivência no Twitter
por Ericka Guimarães

Depois de ver muitos chatos virtuais no Twitter, resolvi dividir com vocês coisas que realmente irritam ou que podem fazer você perder uns seguidores. Não são dicas apenas minhas, mas de muitas pessoas com as quais eu converso diariamente. Muitas vezes o cara que é super legal pessoalmente pode ser chatíssimo virtualmente.
Siga @webdicas no seu twitter

Pra começar: sim, você pode dizer o que quiser no Twitter, mas ele não é um muro de lamentações. Todo dia reclamar de acordar cedo, do trabalho, do trânsito, da ex que não larga do seu pé, dos seus professores não acrescenta nada a quem te segue. Desapegue do mal humor!

Retuitar elogio é coisa de gente que se acha. Se você é uma pessoa legal, os outros saberão. Não serão os elogios que você vai receber e dar RT que vai fazer seus seguidores te acharem bacana, divertido, etc. Na verdade pode causar o efeito contrário!

Evite encher a timeline alheia com conversas irrelevantes com outros seguidores. Msn existe para isso.

Você não precisa comentar cada cena da novela ou do debate que está passando. Já reparou como é chato entrar no Twitter na hora de programas como esse? Timeline cheia de comentários e opiniões desnecessárias.

Não peça para ser seguido. Diga coisas interessantes, repasse links úteis e/ou engraçados. É assim que você ganha seguidores "fiéis".

O Follow Friday #FF foi criado para que perfis com conteúdo interessante fossem indicados. Não use o #FF para puxar saco de celebridades ou de amigos. Se você faz isso, as suas indicações perdem credibilidade.

Copiar piadas ou frases de famosos não torna você engraçado ou inteligente. Dê o crédito a quem escreveu.

E para finalizar: você #não precisa #usar #hastags a #todo momento.

Dilma convida para sua posse 11 ex-companheiras de cela


Dilma convida para sua posse 11 ex-companheiras de cela
Dilma teve vínculos com os pequenos grupos guerrilheiros Comando de Libertação Nacional e VAR-Palmares durante a ditadura militar

Brasília - A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, convidou para sua posse, no próximo sábado, 11 mulheres com as quais dividiu cela durante os quase três anos em que esteve presa por seus vínculos com os movimentos de esquerda durante a ditadura.
"Na prisão, Dilma já tinha uma presença forte, já era líder e era muito solidária", declarou em entrevista publicada nesta quinta-feira o jornal "O Globo" a jornalista Rose Nogueira, uma das 11 mulheres que entre 1970 e 1972 permaneceu presa junto de Dilma.

As 11 ex-companheiras de cela figuram em um grupo de pessoas próximas a Dilma que foram convidadas especialmente por ela para a cerimônia na qual receberá a faixa presidencial das mãos do atual líder, Luiz Inácio Lula da Silva.

A socióloga Lenira Machado, outra das mulheres que estiveram no centro de detenção conhecido, à época, como a "Torre das Donzelas", disse ao Globo que, à margem da participação que cada uma tinha na guerrilha, tanto ela quanto Dilma concordavam em que a ditadura devia ser combatida com armas.

"Defendíamos a luta armada, baseada na formação de quadros e não como uma simples aventura", declarou.

Dilma esteve presa e foi torturada por seus vínculos com os pequenos grupos guerrilheiros Comando de Libertação Nacional (Colina) e VAR-Palmares, mas afirmou que nunca chegou a pegar em armas, tampouco participou de nenhuma das ações dessas células.

Documentos publicados em novembro pelo Ministério da Defesa indicam que os grupos de inteligência do Exército jamais chegaram a comprovar a participação de Dilma em ações armadas, mas que havia "assessorado" à guerrilha na preparação de ataques a bancos e a organização de greves.

A agora presidente eleita foi detida em 1970, quando tinha 23 anos, e com base nos documentos, era classificada pela ditadura como "a Joana d'Arc da subversão".

Nos documentos constam algumas passagens de sua declaração diante da justiça militar após sua captura, nos quais se manifestou "marxista-leninista" e admitiu que o grupo Colina participou de três assaltos a bancos e foi responsável por dois atentados a bombas, nos quais não houve vítimas.

"É uma figura feminina de expressão tristemente notável", mas com uma "dotação intelectual apreciável", dizem os arquivos.

TEMPO. . .


TEMPO. . .

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.


Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...


...Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...


Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!

(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lula diz que 'foi gostoso' terminar mandato vendo EUA em crise



Lula diz que 'foi gostoso' terminar mandato vendo EUA em crise

Medidas adotadas pelo Brasil reduziram impacto na economia do país, afirmou.
Presidente discursou durante evento na Bahia nesta quarta-feira.

Presidente Lula durante cerimônia de inauguração de moradias e anúncio dos resultados nacionais do programa Minha Casa, Minha Vida Presidente Lula durante cerimônia de inauguração
de moradias e anúncio de resultado do programa
Minha Casa, Minha Vida (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou em discurso nesta quarta-feira (29), na Bahia, as conquistas econômicas durante seu governo e criticou os países desenvolvidos pela crise financeira mundial.

“Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver o problema da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México”, disse.

Segundo Lula, as ações adotadas pelo Brasil fizeram que a crise tivesse um impacto menor no país. “Foi importante para falar para eles [os países ricos] que na crise não foi nenhum doutor, nenhum americano, nenhum inglês, foi um torneiro mecânico, pernambucano, presidente do Brasil que soube como lidar com a crise com sua equipe econômica. Foi por isso que a crise demorou mais para chegar aqui e foi embora depressa.”

Em seu discurso, Lula destacou o crescimento da economia e a inclusão social como marcas de seu governo. “É muito confortante, [Jaques] Wagner, saber que nós criamos 15 milhões de empregos em oito anos com carteira assinada. É muito gratificante a gente saber que mais de 36 milhões de brasileiros ascenderam à classe média. É importante saber que mais de 20 milhões de brasileiros saíram da miséria”, afirmou, dirigindo-se ao governador da Bahia.
Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver o problema da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México"
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente afirmou que sua passagem pela Presidência "criou uma coisa nova" para os mais humildes. “Nós não queremos que pensem mais que pobre não gosta de coisa boa. Não sei quem foi o malandro que inventou que pobre não gosta de coisa boa. Que pobre gosta é de miséria. Não. Pobre gosta é de luxo. Inventaram até que peão não gosta de uísque, que peão só gosta de cachaça. Peão gosta de uísque também.”

De acordo com ele, "algumas pessoas estavam acostumadas com um tipo de governo que ficava com a bunda sentada na cadeira e que não chamava os companheiros para cobrar".

Popularidade
O presidente citou em seu discurso, durante a cerimônia de balanço do programa Minha Casa, Minha Vida, em Salvador, o índice de popularidade recorde atribuído a ele, que foi divulgado nesta quarta pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). De acordo com o instituto Sensus, contratado pela CNT, o presidente deixará o governo com 87% de aprovação.

“Isso demonstra que talvez nós tenhamos sido muito bons, mas demonstra como o Brasil estava abandonado. O Brasil estava sendo governado apenas para um terço da população, e nós resolvemos colocar no prato todo mundo. Essa foi a mudança extraordinária que aconteceu no Brasil”, disse após o evento.

Caso Battisti
Lula afirmou que deve anunciar nesta quinta-feira sua decisão em relação ao ativista italiano Cesare Battisti, preso no Brasil e que tem um pedido de extradição feito pela Itália, onde ele foi condenado por assassinato.

“O presidente da República só se manifesta nos autos. Quando eu receber amanhã os autos e as alegações da Advocacia Geral da União, o presidente orgulhosamente anunciará à nação brasileira qual a decisão sobre o caso Battisti.”

Ele afirmou que não teme repercussão negativa da Itália, onde Battisti foi condenado por assassinato. “Não preciso de represália da Itália. O Brasil é soberano. Quem é que vai ‘represar’ o Brasil, fazer represália? É a maioridade, pô. O Brasil é soberano e toma a decisão que quiser. Quando for a Itália que tiver que tomar a posição, a Itália toma a decisão que quiser. E nós sempre respeitaremos a decisão soberana de outra nação.”

Fausto Carneiro e Iara Lemos
Do G1, em Brasília

Xamãs peruanos pedem paz espiritual e preveem sucesso para Dilma


Xamãs peruanos pedem paz espiritual e preveem sucesso para Dilma

Usando flores brancas, vermelhas e símbolos da natureza como as conchas, um grupo de xamãs peruanos pediu nesta quarta-feira paz espiritual para o próximo ano e previu novos inimigos para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Mariana Bazo/Reuters

Os xamãs foram ao Cerro San Cristóbal, em Lima, para realizar a cerimônia de "limpeza" e deixar para "trás os obstáculos" deste ano o xamã Walter Alarcón.

Para o ano de 2011, previram "obstáculos" no mandato de presidentes de países sul-americanos, dos quais disseram, por exemplo, que Chávez deverá nadar "contra a corrente" e que "ganhará novos inimigos".

Sobre o presidente do Chile, Sebastián Piñera, enxergaram um "pequeno problema", que será resolvido sem maiores dificuldades, e advertiram que o boliviano Evo Morales deverá superar obstáculos em 2011.

Em relação a presidente eleita Dilma Rousseff, disseram que se transformará em uma "figura política muito influente" na América do Sul, pelo "importante" papel que desempenhará nesta parte do continente, indicou Alarcón.
Fonte:DA EFE

Lula foi o maior presidente da história do Brasil, diz Roberto Setubal


Lula foi o maior presidente da história do Brasil, diz Roberto Setubal
Guilherme Barros

Em setembro de 2002, durante a tradicional reunião anual do FMI, o banqueiro Roberto Setubal, presidente do Itaú, surpreendeu a toda a plateia, formada pelos maiores financistas do mundo, quando disse que Lula não só iria ganhar a eleição, como não seria nenhum problema para o Brasil.

Essas foram as palavras de Setubal: “Não tenho dúvida que o Lula será o próximo presidente do Brasil. Esta não é uma eleição populista. Ele está sendo eleito porque está fazendo uma boa campanha. Ele é honesto e fala ao coração do povo.”

Hoje, oito anos depois, ao encerrar o segundo mandato, Setubal diz ao iG que Lula superou as próprias expectativas, que já eram bastante otimistas em relação ao seu governo.

O banqueiro lembra que, quando declarou que não havia razão para se temer o governo Lula, fez-se um absoluto silêncio na plateia, como se ninguém acreditasse que um banqueiro poderia fazer tal tipo de afirmação.

Havia uma enorme desconfiança no mercado em relação ao Lula, o medo era generalizado e não se poderia imaginar jamais que um banqueiro, que sempre teve seu nome ideologicamente associado aos tucanos, pudesse declarar apoio (não foi o voto) a Lula.

Setubal diz que ele tinha preparado uma apresentação cheia de gráficos e números para aquela tarde, em Washington, mas decidiu falar de improviso.

“O mercado estava exagerando nas incertezas. O que eu disse é que o Lula era um cara centrado, pragmático e não ideológico, como as pessoas diziam. Depois, o Lula já tinha escrito a Carta aos Brasileiros e tudo o que ele queria era o bem do país.”

Setubal diz que Lula foi muito além do que ele imaginava.

“Lula foi o maior presidente da história do País”, diz Setubal.

Segundo o banqueiro, a grande diferença entre Lula e Getúlio Vargas, tido até então como o maior presidente da história, é a de que Lula foi eleito democraticamente, o que, para Setubal, faz uma enorme diferença.

Setubal faz questão de dizer que o Brasil também teve outros grandes presidentes, como Juscelino Kubitschek e Fernando Henrique Cardoso, que sempre terão, certamente, um lugar diferenciado na história.

Entre as grandes qualidades de Lula, Setubal ressalta a sua capacidade de entender todos os ângulos dos problemas brasileiros e de encaminhar as soluções mais realistas para eles.

“A sensibilidade de Lula para entender os problemas do Brasil é impressionante. Ele entende o Brasil como ninguém.”

A grande conquista de Lula, na opinião de Setubal, foi a melhor distribuição de renda do país.

“Depois de muitos anos de piora da situação da distribuição de renda no país, veio o Plano Real e começou a melhorar a situação, mas foi no governo Lula que houve mesmo um avanço.”

Setubal diz que “Lula, que veio de onde veio, dos níveis sociais mais simples da sociedade, assumiu a presidência sem manifestar nenhum rancor em nenhum momento e, com seu pragmatismo, contribuiu para a sociedade e para o sucesso do País.”

Setubal se diz otimista com o governo Dilma Rousseff.

“As perspectivas são muito positivas, há claramente na política econômica um sinal de continuidade, e isso é muito bom”, afirma. “O Brasil terá anos muitos bons pela frente.”

Para Setubal, a palavra chave do próximo governo será infraestrutura. A seu ver, essa será a prioridade do novo governo. O país tem problemas nessa área e precisa de investir maciçamente em infraestrutura


Leia mais em: EsquerdoNews: Lula foi o maior presidente da história do Brasil, diz Roberto Setubal
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Lula e a “oposição vaselina” do Aécio


Não é segredo que o presidente Lula elegeu Aécio Neves como seu principal adversário para os próximos quatro anos, Dele e de Dilma. Já na campanha, ele deixou claro que pretendia derrotar o neto de Tancredo em seu próprio reduto. Conseguiu que Dilma derrotasse José Serra em Minas, mas não impediu que Aécio fizesse seu sucessor.

Nos últimos dias, contudo, Lula tem sido preciso e específico. Tem procurado passar para as principais lideranças do PT e para aliados confiáveis, que o que pode minar a base aliada de sustentação ao governo de Dilma e complicar a sua reeleição é o projeto pessoal de Aécio.

Projeto que, ostensivamente, procura aglutinar as oposições em torno de si, ao mesmo tempo em que amplia a influência junto a aliados governistas de fidelidade duvidosa, tipo: PMDB, PP, Ciro Gomes e PSB.

Aécio, com efeito, até porque não tem a mesma origem político e ideológica do tucanato paulista, sabe que é perfeitamente possível fazer oposição a Dilma e ao PT sem bater de frente com Lula e sua enorme popularidade .

O desafortunado marqueteiro do Serra, Luiz Gonzalez, também pensava assim. Mas, desastrado, tentou colar a imagem de Serra na de Lula e deu tudo errado. Além disso, não é fácil fazer marquetagem para um roda presa cheio de ódios pessoais e que carregava nas costas um FHC cheio de ciúmes e despeitos.
Fonte:Pérolas & Pílulas

“Que nesse ano sejamos, Todos, Muito Felizes!”


Que nesse ano possamos sonhar,
E acreditar, de coração, que podemos realizar cada um de nossos sonhos,
Que esses sonhos possam ser compartilhados pelo bem,
E que eles tenham força de transformar velhos inimigos em novos amigos verdadeiros,

Que nesse ano possamos abraçar,
E repartir calor e carinho,
Que isso não seja um ato de um momento,
Mas a história de uma vida.

Que nesse ano possamos beijar,
E com os olhos fechados, tocar o sabor da alma,
Que tenhamos tempo para sentir toda a beleza da vida,
E que saibamos senti-la em cada coisa simples,

Que nesse ano possamos sorrir,
E contagiar a todos com uma alegria verdadeira,
Que não sejam necessárias grandes justificativas para nosso sorriso,
Apenas a brisa do viver,
Que nesse ano possamos cantar,
E dizer coisas da vida,
Que não sejam apenas músicas e letras,
Mas que sejam canções e sentimentos,

Que nesse ano possamos agradecer,
E expressar a Deus e a todos: “Muito Obrigado!”,
Que nesse “todos” não sejam incluídos apenas os amigos,
Mas também aqueles que, nos colocando dificuldades, nos deram oportunidades de sermos melhores.

E assim começamos mais um Ano Novo,
Um dia que nasce, um primeiro passo, um longo caminho,
Um desafio, uma oportunidade e um pensamento:
“Que nesse ano sejamos, Todos, Muito Felizes!”

domingo, 26 de dezembro de 2010

Facebook para iniciantes


Facebook para iniciantes – parte I

O Facebook, rede social mais popular do mundo, nasceu para ser uma rede para interligar estudantes de faculdades norte-americanas, e hoje tem mais de 300 milhões de usuários espalhados pelo mundo. Se você já tem uma conta no Facebook mas fica confuso(a) na hora de usar ou ainda não tem pelo mesmo motivo, talvez essas dicas ajudem um pouco.

Para começar, o cadastro no site é gratuito e você pode se cadastrar com qualquer email. Ele já está disponível em Português.

Assim que a sua conta é criada, o Facebook tenta te ajudar a encontrar seus amigos. Algumas sugestões de amigos serão mostradas a partir das informações que você colocou no perfil. Uma das possibilidades também é localizá-los através do seu email. Depois que as primeiras pessoas são adicionadas, ele mostra uma janela com outros usuários que talvez você conheça por ter algum amigo em comum. Você também pode procurar amigos pelo nome do seu colégio, da cidade em que morou ou pelo nome da empresa em que trabalha.

A Página Inicial é onde as atualizações de seus amigos serão mostradas. Serão mostradas coisas como Fulano está em um relacionamento sério, (e nessa opção, o link do perfil do amado ou da amada pode ser colocado junto: Fulano está em um relacionamento sério com Beltrana.), ou que alguém adicionou novas fotos ao álbum, que foi marcado em alguma foto (que pode ser de algum conhecido seu ou não), e também novos amigos (Ericka Guimarães adicionou Maria Chiquinha aos seus amigos - com o link do perfil da Maria).

Também na Página Inicial você terá uma barra para escrever "No que você está pensando agora". E as pessoas podem curtir e comentar tudo que você escreve. Aliás, quase tudo que se faz no Facebook está aberto para seus amigos curtirem e comentarem. Não se esqueça de que o você posta ou atualiza no seu perfil, será mostrado para todos os seus amigos. Ou seja, se você falar mal do seu chefe e ele estiver na sua lista de amigos, ele verá. A não ser que você bloqueie algumas atualizações para seu chefe. Para isso, clique em 'Conta', depois em 'Configurações de Privacidade'. Em 'Compartilhando no Facebook, você clica em 'Personalizar Configurações' e lá você escolhe as pessoas que podem ver certo tipo de atualização e as que não podem ver.

Chega um momento que a sua página está lotada da atualizações que você não consegue acompanhar. Se você passar o mouse sobre o post, um "x" irá aparecer no alto da janela e você poderá ocultar as atualizações de uma pessoa (aliás, de várias).

Se você clicar em 'Perfil, no canto superior direito da página, você poderá ver o seu perfil e as suas últimas atualizações. É o seu mural. Essas informações também estarão disponíveis para seus amigos.

Pronto, com essas informações você já pode começar a usar o Facebook sem medo

Projeto de Lei de Responsabilidade Educacional


Publicada em 16/12/2010 por Imprensa

Está sendo encaminhado ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Responsabilidade Educacional. A ideia é antiga no setor e foi uma das propostas aprovadas em abril na Conferência Nacional de Educação (Conae). A ideia é criar um mecanismo semelhante à Lei de Responsabilidade Fiscal, que possa punir gestores que administrarem mal os recursos da área ou não cumprir metas de melhoria da educação determinadas em lei. O ministro da Educação, Fernando Haddad, acredita que a ferramenta legal dará mais efetividade às propostas apresentadas na quarta-feira, 15, no novo Plano Nacional de Educação (PNE).

De acordo com o ministro, a proposta na verdade vai alterar um trecho da Lei de Ação Civil Pública. “Depois de muito debate, chegamos à conclusão de que você deve responsabilizar o gestor quando ele não cumpre obrigações. Por exemplo, se eu digo no PNE que ele tem um ano para fazer o seu plano municipal ou estadual de Educação, ele está descumprindo uma lei federal”, defende. O atual PNE, ainda em vigor, já determinava em 2001 que cada estado e município deveria elaborar seu próprio plano, mas poucos cumpriram a orientação.

O Ministério Público será a instância responsável por fiscalizar e cobrar de prefeitos e governadores, além do governo federal, o cumprimento de metas educacionais e outras determinações legais. Haddad afirmou que no caso das metas qualitativas, como as estabelecidas no PNE para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), não há como aferir se a culpa é ou não do gestor. “Tivemos esse cuidado durante o debate porque às vezes o gestor fez tudo que estava ao seu alcance para melhorar a qualidade, mas eventualmente não cumpriu uma meta. Temos que verificar se ele está sendo diligente em relação às suas obrigações”, exemplificou.
As sanções seriam as mesmas previstas na Lei de Ação Civil Pública, que vão de multa a reclusão.

O Ministério Dilma


O Ministério Dilma

por Marcos Coimbra*, no Correio Braziliense

Por mais que a esperemos, é sempre surpreendente a má vontade de nossa “grande imprensa” para com o governo Dilma. No modo como os principais jornais de São Paulo e do Rio têm discutido o ministério, vê-se, com clareza, seu tamanho.

A explicação para isso pode ser o ainda mal digerido desapontamento com o resultado da eleição, quando, mais uma vez, o eleitor mostrou que a cobertura da mídia tradicional tem pouco impacto nas suas decisões de voto. Ou, talvez, a frustração de constatar quão elevadas são as expectativas populares em relação ao próximo governo, contrariando os prognósticos das redações.

As críticas ao ministério que foi anunciado na última semana estavam prontas, qualquer que fosse sua composição política, regional ou administrativa. Se Dilma chamasse vários colaboradores do atual governo, revelaria sua “submissão” a Lula, se fossem poucos, sua “traição”. Se houvesse muita gente de São Paulo, a “paulistização”, se não, que “dava o troco” ao estado, por ter perdido a eleição por lá. Se convidasse integrantes das diversas tendências que existem dentro do PT, que se curvava às lutas internas, se não, que alimentava os conflitos entre elas. E por aí vai.

Para qualquer lado que andasse, Dilma “decepcionaria” quem não gosta dela, não achou bom que ela vencesse e não queria a continuidade do governo Lula. Ou seja, desagradaria aqueles que não compartilham os sentimentos da grande maioria do país, que torce por ela, está satisfeita com o resultado da eleição e quer a continuidade.

Na contabilidade matematicamente perfeita da “taxa de continuísmo” do ministério, um jornal carioca foi rigoroso: exatos 43,2% dos novos integrantes do primeiro escalão ocuparam cargos no governo Lula (o que será que quer dizer 0,2% de um ministro?). E daí? Isso é pouco? Muito? O que haveria de indesejável, em si, em uma taxa de 43,2%?

Note-se que, desses 16 ministros, apenas oito tinham esse status, sendo os restantes pessoas que ascenderam do segundo para o primeiro escalão. A rigor, marcariam um continuísmo menos extremado (se é isso que se cobra da presidente). Refazendo as contas: somente 21,6% dos ministros teriam a “cara de Lula”. O que, ao contrário, quer dizer que quase 80% não a têm tão nítida.

Para uma candidata cuja proposta básica era continuar as políticas e os programas do atual governo, que surpresa (ou desilusão) poderia existir nos tais 43,2%? Se, por exemplo, ela chamasse o dobro de ministros de Lula, seria errado?

Isso sem levar em consideração que Dilma não era, apenas, a representante abstrata da tese da continuidade, mas uma profissional que passou os últimos oito anos trabalhando com um grupo de pessoas. Imagina-se que tenha desenvolvido, para com muitas, laços de colaboração e amizade. Mantê-las em seus cargos ou promovê-las tem muito a ver com isso.

No plano regional, a acusação é quanto ao excesso de ministros de São Paulo, nove entre 37, o que justificaria dizer que teremos um “paulistério”, conforme essa mesma imprensa. Se, no entanto, fizéssemos aquela aritmética, veríamos que são 24,3% os ministros paulistas, para um estado que tem 22% da população, se for esse o critério para aferir excessos e faltas de ministros por estados e regiões.

Em sendo, teríamos, talvez, um peso desproporcionalmente positivo do Rio (com seis ministros nascidos no estado) e negativo de Minas (com apenas um). Há que lembrar, no entanto, que a coligação que elegeu a presidente fez o governador, os dois senadores e a maioria da bancada federal fluminense, o oposto do que aconteceu em Minas. O PMDB saiu alquebrado e o PT ainda mais dividido no estado, com uma única liderança com perspectiva sólida de futuro, o ex-prefeito Fernando Pimentel, que estará no ministério.

Para os mineiros, um consolo, não pequeno: a presidente Dilma nasceu em Belo Horizonte. Os ministros são poucos, mas a chefe é de Minas Gerais.

* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Alencar estará na posse


Alencar estará na posse, diz Mantega após visitar o vice

Ministro da Fazendo disse que ele está bem e quer terminar missão na vice-Presidência
Camila Oliveira, do R7

O vice-presidente José Alencar recebeu neste domingo (26) a visita do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Sírio-Libanês, Alencar se recupera de uma hemorragia grave que o levou a ser internado e a se submeter a uma cirurgia na última quarta-feira (22). O vice luta contra o câncer há mais de dez anos.

Segundo Mantega, Alencar está bem e falou sobre economia e questões importantes do país, durante a sua visita.

- Ele está bem, se recuperando de um trauma muito grande, foi uma hemorragia muito forte. A recuperação está indo muito bem na minha opinião. Ele falou de economia, e disse que estamos bem, no caminho certo.

Mesmo hospitalizado, Alencar reclamou dos juros com Mantega e, mais uma vez, demonstrou seu desejo de ir à posse da presidente eleita Dilma Rousseff, no dia 1º de janeiro.

- Não conversei com os médicos, mas acho que ele estará lá [no dia da posse]. Ele quer terminar a missão dele como vice-presidente, aliás, foi um grande vice-presidente, muito importante e ativo para o país. Pela lucidez e articulação das palavras, acho que ele tem condições de cumprir essa missão.

.Alencar passa bem e quadro é estável
.Zé desce a rampa, diz mulher do vice

O ministro da Fazenda ressaltou a disposição do vice-presidente na luta contra o câncer e de chegar ao fim de seu mandato. Ele contou que o filho mais novo de Alencar, Josué Gomes, está esperançoso e afirma que o pai tem condições de estar na transmissão de posse da Presidência do Brasil.

Quanto aos elogios feitos por Alencar ao ministro, Mantega diz que ficou muito feliz. Isso aconteceu durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente eleita Dilma Rousseff na última quinta-feira (23), quando o vice elogiou a manutenção de Mantega no cargo.
- Partindo de quem parte essas opiniões, de um empresário muito bem-sucedido, senador que entende do assunto e, um amigo.

Recepção de Lula no ABC será na noite do dia 1º


Recepção de Lula no ABC será na noite do dia 1º

Depois de oito anos como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva retornará ao ABC sem a faixa do Planalto já na noite do dia 1º. Ele participará da solenidade de posse da sucessora Dilma Rousseff, marcada para o fim da tarde e, logo em seguida, embarcará rumo a São Paulo.

O desembarque no solo são-bernardense está previsto para as 20h. A militância petista e demais curiosos e admiradores estarão de prontidão, a partir das 19h, à espera do então ex-presidente, no entorno do apartamento na avenida Francisco Prestes Maia, 1501, no bairro Santa Teresinha.

O presidente do PT de São Bernardo, Wanderley Salatiel, afirma que a expectativa é reunir as pessoas e fazer um grande corredor polonês para receber a maior liderança petista.

“Nós estamos sentindo algo muito positivo não só dos petistas, mas de todos cidadãos. As pessoas estão até desmarcando as férias para receber o Lula”, disse o dirigente nesta segunda-feira (20/12) durante entrevista à Rádio ABC.

Além dos preparativos festivos, os detalhes do próprio apartamento estão na lista de afazeres. Nos últimos 10 dias, a primeira-dama Mariza Letícia, tem se dedicado exclusivamente ao controle dos reparos e reformas da residência que foi protagonista, inclusive, de goteiras.

A recepção de Lula, porém, não se resumirá ao festejo do dia 1º. Segundo Salatiel, outras atividades serão marcadas ao longo do mês de janeiro. “No dia 1º a idéia é algo simples porque a data é ruim. Nós queremos, no entanto, fazer uma recepção oficial depois”.

Na agenda, estão previstas ações como uma grande missa. Conhecido pelas metáforas futebolísticas, Lula também deverá ser homenageado durante a partida entre o São Bernardo Futebol Clube e o Sport Clube Corinthians Paulista (time de coração do petista), prevista para o dia 30 de janeiro e válida pela primeira divisão do Campeonato Paulista de Futebol de 2011.

O próprio PT municipal também quer conferir ao ex-presidente uma homenagem especial. O diretório, segundo Wanderley Salatiel, estuda a realização de um “hall da fama”, no qual ficará registrada a marca das mãos de Lula. Os petistas são-bernardenses analisam ainda a instalação de um acervo para colocar todos os prêmios e honrarias conquistados por Lula ao longo dos oito anos no comando do Planalto.

por Leandro Amaral - Repórter Diário

Lula compara escândalo do mensalão ao caso Escola Base


Lula compara escândalo do mensalão ao caso Escola Base
Jefferson e Serra (direita)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou o escândalo do mensalão, responsável pela maior crise de seus oito anos de governo, ao caso Escola Ba-se, quando, na década de 1990, donos de uma escola em São Paulo foram acusados injusta-mente de abuso sexual contra crianças.

Em entrevista ao sítio do produtor Celso Athayde (leia aqui), Lula sugeriu inocência dos acusados de envolvimento no mensalão. O Supremo Tribunal Federal aceitou denúncia contra 40 réus acusados de envolvimento no escândalo.

“Esse caso me lembra o linchamento de inocentes. Muita gente entra na onda, fica cega e surda para qualquer argumento contrário e passa, vamos dizer, a jogar bosta na Geni”, afirmou o presidente.

“Comparo também com o caso da Escola Base, de São Paulo, em que os donos foram acusados de molestarem sexualmente as crianças. Eram absolutamente inocentes, mas começaram a ser bombardeados e a ser conhecidos em praticamente todos os veículos de comunicação como ‘os monstros da Escola Base’.”

O presidente, que voltou a dizer que, após deixar o governo, vai “estudar o caso para entender o que realmente aconteceu”, questionou o fato de que o processo contra os acusados continuou mesmo sem apresentação de provas pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ).

“O que mais me intriga é que o deputado que fez a acusação foi cassado porque não apresentou nenhuma prova. O texto da cassação dele, na Câmara dos Deputados, diz que ele foi cassado por falta de decoro parlamentar por não ter provado as acusações que fez. Mesmo assim, o processo contra os acusados continuou”, disse.

Em outras entrevistas e discursos, o presidente sempre condena julgamentos precipitados, mas defende a apuração de suspeitas contra autoridades supostamente envolvidas em irregularidades.

Ainda em relação ao mensalão, Lula voltou a dizer que o escândalo foi usado para tentar impedir sua reeleição em 2006. Segundo o presidente, uma tentativa de impeachment contra o seu governo só não foi à frente porque, diz Lula, afirmou a congressistas que teriam de enfrentá-lo “nas ruas”.

“A coisa só não continuou porque eu mandei um recado claro a diversos senadores que queriam inclusive iniciar um processo de impeachment – se tentarem quebrar as regras democráticas, vão ter que me enfrentar nas ruas”, disse.

Ditadura no DNA
Na entrevista, o presidente ainda insinua que o DEM, em 2005, quando ainda se chamava PFL, tentou “ganhar no tapetão” na esteira do escândalo do mensalão, e disse que o partido tem a “ditadura em seu DNA”.

“Esse partido, ou melhor, seu antecessor, o PFL, que não consegue se viabilizar nas urnas, em 2005 tentou o tapetão, o que é natural porque é um partido que tem a ditadura no seu DNA. É sempre assim, partido que não tem apoio do eleitorado, apela”, disse o presidente.

Lula ainda fez um mea-culpa em relação ao episódio, durante a última campanha eleitoral, quando defendeu, em comício, que o DEM deveria ser “extirpado” da política brasileira.

“Quando, este ano, eu disse que esse partido precisava ser extirpado da política brasileira, eu me referia às urnas, dentro do jogo democrático. Mesmo assim me penitencio. Acho que foi um momento de arroubo, de exaltação, que não deveria ter acontecido”, afirmou.

Via Folha UOL

Autoajuda deturpa psicologia, difunde chavões e prejudica adeptos


Autoajuda deturpa psicologia, difunde chavões e prejudica adeptos.

Os livros de autoajuda deturpam os conhecimentos das ciências humanas, difundem chavões da "psicologia pop" e são nocivos, porque induzem seus leitores a dramatizar problemas, simplificam conflitos e soluções, criam dependência emocional e servem apenas para enriquecer seus autores, que se preocupam apenas com a autopromoção e os lucros.

As acusações são do neuropsicólogo Paul Pearsall, que mora em Honolulu (Havaí), autor do bombástico "O Seu Último Livro de Auto-Ajuda". O título sarcástico reflete o conteúdo da obra, que ataca os principais gurus do gênero de autoajuda.

Para Pearsall, é um exagero afirmar que a humanidade vive uma crise de baixo autoestima. Na sua avaliação, a vida sempre foi repleta de dificuldades, de desafios, e os homens devem encarar isso com normalidade, como fizeram seus ancestrais. Nada de se fragilizar e ficar adotando rituais recomendados por best-sellers de autoajuda.

"Não se esqueça de que a autoajuda é um negócio. Autores e editores querem que você compre, leia, convença-se do que leu e compre novamente. Isto não quer dizer que seus livros não têm valor, mas apenas que devemos abordá-los como consumidores cautelosos, realizando uma compra, e não como pacientes contratando um terapeuta virtual", escreve o professor da Universidade do Havaí.



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Ao longo da obra, o autor vai questionar as principais premissas dos livros de autoajuda, mostrando inconsistências nos argumentos dos principais escritores do gênero. Para Pearsall, é um erro demonizar o medo e a culpa, como fazem essas obras. Na sua opinião, o ser humano precisa conhecer seus limites, assumir suas responsabilidades, ou então o mundo vira uma barbárie.

"Um pessimismo levemente defensivo cai bem na construção da vida boa. Raramente você ficará desapontado e, às vezes, agradavelmente surpreso. A menos que seja do seu perfil tentar sempre pensar positivamente, o esforço é estressante, exaustivo e restritivo", defende o autor de "O Seu Último Livro de Auto-Ajuda".

Um dos capítulos mais interessantes fala sobre a obsessão do homem de fugir dos estereótipos da velhice, em vez de aceitar o processo natural de envelhecimento e ver as vantagens de ter mais experiência acumulada e sabedoria. O autor teve câncer e conta que a quimioterapia o fez perder cabelo, "A morte é uma invenção da mente", sustenta Pearsall.

Leia um trecho de "O Seu Último Livro de Auto-Ajuda".
A autoajuda elevada pode ser prejudicial para você e para os que lhe são próximos. Pense sobre o seguinte: quando falta a alguém a capacidade de autocrítica, ele pode atropelar os sentimentos dos outros - ou seus direitos- sem remorsos.

Eis aqui algumas das questões abordadas pelos reconhecidos pesquisadores Martin Seligman e David Myers sobre crenças tendenciosas:

•Será que as crianças não precisam errar ou se sentir tristes, nervosas e zangadas se é que desejam conhecer sucesso, alegria, contentamento e afabilidade?

•Será que as crianças não precisam aprender a encarar medos, tristezas e decepções tanto quanto situações mais positivas?

•O que dizer do argumento "não há dias sem noite"? Será que evitar sentir-se mal torna mais difícil o sentir-se bem ou mesmo saber o que se sentir bem realmente significa?

•Será que alguns dos adultos mais felizes e bem-sucedidos também não tiveram suas infâncias cheias de acontecimentos negativos?

•Será que algumas das piores e mais cruéis pessoas do mundo não terão vindo, por vezes, de lares amorosos e protetores?

•Será realmente válida a antiga premissa de Freud sobre a importância da história passada?
Culpa: a nobre emoção

De acordo com os auto-ajudantes, a culpa é a emoção antifelicidade por excelência. Dizem eles que não podemos ser felizes quando nos sentimos culpados: eu, porém, afirmo que não podemos ser realmente felizes se não sentirmos culpa.

Acredito que a felicidade não é, de forma alguma, uma emoção isolada e individual. Ela, na verdade, depende de uma felicidade coletiva. Quando alguém se sente culpado, é porque, muitas vezes, sabe que golpeou aquela felicidade coletiva e, assim, não consegue sentir, ele mesmo, a felicidade.

Culpa é essencial para que verdadeiras mudanças aconteçam. Ela pode conduzir a uma consideração mais reflexiva sobre a vida, sobre como a levamos e como influenciamos a vida de outras pessoas. É possível que uma criança que aprende a não se sentir profundamente envergonhada por ter agredido um amigo jamais aprenda que bater é errado ou venha a perceber este princípio como uma regra arbitrária de autoridade. O cônjuge que trai, a pessoa que faz um comentário mordaz sobre um amigo, os pais que negligenciam um filho - todos deveriam se sentir culpados. Sem culpa, nós nos tornaríamos, na melhor das hipóteses, seres ensimesmados ou até mesmo sociopatas. Nas palavras do psiquiatra Willard Gaylin a um entrevistador:

"Todos os psicológos 'pop' estão orientando mal as pessoas no que se refere a culpa e consciência. A culpa é uma emoção nobre; a pessoa que não a sente é um monstro."

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Receita da vida


Receita da vida
Ingredientes

Família ( é aqui que tudo começa )
Amigos ( nunca deixe faltar )
Raiva ( se existir que seja pouca )
Desespero ( pra quê )
Paciência ( a maior possível )
Lágrimas ( enxugue todas )
Sorrisos ( os mais variados )
Paz ( em grande quantidade )
Perdão ( á vontade )
Desafetos ( se possível nenhum )
Esperança ( não perca jamais )
Coração ( quanto maior melhor )
Amor ( pode abusar )
Carinho ( essencial )

Modo de preparar

Reúna a sua família e seus amigos....
Esqueça os momentos de raiva e desespero passados...
Se precisar use toda sua paciência....
Enxugue as lágrimas e as substitua por sorrisos...
Junte a paz e o perdão e ofereça os seus desafetos...
Deixe a esperança crescer no seu coração....
Nem sempre os ingredientes da vida são gostosos, por tanto saiba usar os temperos que ela oferece, e faça dela um prato de raro sabor...
Fonte :Meditação do dia

domingo, 19 de dezembro de 2010

MULHERES

MULHERES
"Dizem que a uma certa idade nós, as mulheres, nos fazemos invisíveis,
que nossa atuação na cena da vida diminui e que nos tornamos
inexistentes para um mundo onde só cabe o impulso dos anos jovens".

Eu não sei se me tornei invisível para o mundo.
pode ser, porém nunca fui tão consciente da minha existência como
agora, nunca me senti tão protagonista da minha vida, e nunca
desfrutei tanto cada momento da minha existência.

Descobri que não sou uma princesa de contos de fada; descobri o
ser humano sensível que sou e também muito forte.
Com suas misérias e suas grandezas. Descobri que posso me
permitir o luxo de não ser perfeita, de estar cheia de defeitos, de ter
fraquezas, de me enganar, de fazer coisas indevidas e de não
responder às expectativas dos outros.
E, apesar disso...GOSTAR DE MIM!

Quando me olho no espelho e procuro quem fui... Sorrio àquela
que sou... me alegro do caminho percorrido, assumo minhas
contradições.
Sinto que devo saudar a jovem que fui com carinho, mas deixá-la
de lado porque agora me atrapalha. Seu mundo de ilusões e
fantasias, já não me encanta.

É bom viver sem ter tantas obrigações.
Que bom não permitir um desassossego permanente causado
por correr atrás de tantos sonhos.
A vida é tão curta e a tarefa de vivê-la é tão difícil que quando
começamos a aprendê-la, já é hora de partir."

Fonte :Autor desconhecido

sábado, 18 de dezembro de 2010

Filho de juiz Vladimir Souza Carvalho foi reprovado quatro vezes no exame da Ordem


Filho de juiz foi reprovado quatro vezes no exame da Ordem. Agora, pai quer acabar com aprovação de exame para exercício da advocacia.
18 de dezembro de 2010

O conselho federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai alegar que o juiz federal Vladimir Souza Carvalho é suspeito para presidir o processo no qual ele considerou inconstitucional exigir a aprovação em seu exame para exercício da advocacia.

Segundo a OAB, Carvalho pode estar agindo por motivos pessoais, já que seu filho foi reprovado quatro vezes na prova desde 2008.

Na segunda-feira, o magistrado, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 5ª região, em Recife, concedeu uma liminar que determina a inscrição de dois bacharéis em direito nos quadros da OAB.

Ambos são ligados ao MNBD (Movimento Nacional dos Bacharéis de Direito).

O questionamento da OAB é feito diretamente para o juiz, para que ele deixe o processo. Se o pedido não for aceito, o conselho pode recorrer ao TRF.

Esse pedido de suspeição inclui um artigo publicado no jornal "Correio de Sergipe", em 14 de agosto.

Nele, Carvalho chama a prova de "fuzilamento" e afirma que ele, com 32 anos de exercício na magistratura, e os responsáveis pela aplicação do exame não passariam na prova.

No mesmo artigo, o magistrado diz que o conteúdo exigido no exame vai muito além dos conhecimentos fundamentais, que a prova sofre com a falta de objetividade e que as perguntas são "cascas de banana".

Já na decisão de segunda-feira o juiz diz que a Constituição prevê o livre exercício "de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". Por isso, argumenta, a seleção da Ordem é inconstitucional.

O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, afirmou que a decisão do juiz ao conceder as liminares foi "oportunista".

"É uma decisão que reflete um entendimento pessoal do magistrado. Se a pessoa (...) tem algum envolvimento direto ou indireto. Então ela não pode analisar o caso."O presidente disse que liminares dessa natureza não são novidade e que a OAB tem conseguido derrubá-las.
Por: Helena
Blog dos amigos da presidenta Dilma

Dez conselhos para viver a religião


Dez conselhos para viver a religião

Frei Betto

1. Religue-se. Evite o solipsismo, o individualismo, a solidão nefasta. Religue-se ao mais profundo de si mesmo, lá onde se cultivam os bens infinitos; à natureza, da qual somos todos expressão e consciência; ao próximo, de quem inevitavelmente dependemos; a Deus, que nos ama incondicionalmente. Isto é religião, re-ligar.

2. Tenha presente que as religiões surgiram na história da humanidade há cerca de oito mil anos. A espiritualidade, porém, é tão antiga quanto a própria humanidade. Ela é o fundamento de toda religião, assim como o amor em relação à família. Busque na sua religião aprimorar a sua espiritualidade. Desconfie de religião que não cultiva a espiritualidade e prioriza dogmas, preceitos, mandamentos, hierarquias e leis.

3. Verifique se a sua religião está centrada no dom maior de Deus: a vida. Religião centrada na autoridade, na doutrina, na ideia de pecado, na predestinação, é ópio do povo. “Vim para que todos tenham vida e vida em abundância”, disse Jesus (João 10,10). Portanto, a religião não pode manter-se indiferente a tudo que impede ou ameaça a vida: opressão, exclusão, submissão, discriminação, desqualificação de quem não abraça o mesmo credo.

4. Engaje-se numa comunidade religiosa comprometida com o aprimoramento da espiritualidade. Religião é comunhão. E imprima à sua comunidade caráter social: combate à miséria; solidariedade aos pobres e injustiçados; defesa intransigente da vida; denúncia das estruturas de morte; anúncio de um “outro mundo possível”, mais justo e livre, onde todos possam viver com dignidade e felicidade.

5. Interiorize sua experiência religiosa. Transforme o seu crer no seu fazer. Reduza a contradição entre a sua oração e a sua ação. Faça pelos outros o que gostaria que fizessem por você. Ame assim como Deus nos ama: incondicionalmente.

6. Ore. Religião sem oração é cardápio sem alimento. Reserve um momento de seu dia para encontrar-se com Deus no mais íntimo de si mesmo. Medite. Deixe o Espírito divino lapidar o seu espírito, desatar os seus nós interiores, dilatar sua capacidade amorosa.

7. Seja tolerante com as outras religiões, assim como gostaria que fossem com a sua. Livre-se de qualquer tendência fundamentalista de quem se julga dono da verdade e melhor intérprete da vontade de Deus. Procure dialogar com aqueles que manifestam crenças diferentes da sua. Quem ama não é intolerante.

8. Lembre-se: Deus não tem religião. Nós é que, ao institucionalizar diferentes experiências espirituais, criamos as religiões. Todas elas estão inseridas neste mundo em que vivemos e mantêm com ele uma intrínseca inter-relação. Toda religião desempenha, na sociedade em que se insere, um papel político, seja legitimando injustiças, ao se manter indiferente a elas, seja ao denunciá-las profeticamente em nome do princípio de que somos todos filhos e filhas de Deus. Portanto, temos o direito de fazer da humanidade uma família.

9. A árvore se conhece pelos frutos. Avalie se a sua religião é amorosa ou excludente, semeadoras de bênçãos ou arauto do inferno, serva do projeto de Deus na história humana ou do poder do dinheiro.

10. Deus é amor. Religião que não conduz ao amor não é coisa de Deus. Mais importante que ter fé, abraçar uma religião, frequentar templos, é amar. “Ainda que eu tivesse fé capaz de transportar montanhas, se não tivesse o amor isso de nada me serviria”, disse o apóstolo Paulo (1 Coríntios 13, 2). Mais vale um ateu que ama que um crente que odeia, discrimina e oprime. O amor é a raiz e o fruto de toda verdadeira religião; e a experiência de Deus, de toda autêntica fé.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A luta continua


A luta continua

Tenho andado muito pelo Brasil, reunindo-me com amigos e companheiros, fazendo palestras, participando de debates. Recebo, aonde vou, a solidariedade e o apoio dos que têm plena consciência de que a punição a mim imposta por 293 deputados foi injusta e política. Não cometi nenhum crime, não feri o decoro parlamentar, não me envolvi em negociatas. Meus adversários políticos, que pregaram a minha cassação para afastar-me da vida pública, não conseguiram uma só prova documental ou testemunhal para justificar a decisão tomada pela Câmara dos Deputados.

Mesmo sem provas, o procurador-geral da União incluiu-me na denúncia que apresentou ao Supremo Tribunal Federal contra 40 pessoas que ele considera envolvidas no episódio que ficou conhecido como “mensalão”. Não apenas me incluiu, entendeu que eu era o chefe do que ele denominou “organização criminosa”. Até hoje essa denúncia não foi apreciada pelo STF, deixando-me na incômoda situação de réu sem julgamento.

Ao lado disso, meus adversários procuraram me envolver em vários outros episódios largamente explorados pela imprensa. Tentaram, a todo custo, acabar com minha vida pública, construída com muita luta desde a adolescência. Não tiveram sucesso.

Como disse no discurso em que fiz minha própria defesa, na sessão da Câmara em que a maioria decidiu pela cassação de meu mandato e decretação de minha inelegibilidade por oito anos, não abandonarei a vida pública e a luta política em nenhuma circunstância.

Continuo militante político, embora sem mandato e sem função de direção partidária. E continuarei lutando, sobretudo, pelo reconhecimento de minha inocência.

Esta publicação, preparada por amigos e companheiros que têm travado essa luta ao meu lado, tem o objetivo de apresentar meus argumentos e mostrar minhas razões de forma simples e direta. Agradeço a todos pela iniciativa, um instrumento a mais para que os que ainda têm alguma dúvida possam entender melhor a enorme injustiça cometida contra quem nada quer além de combater a injustiça e restabelecer a verdade.

José Dirceu
BIOGRAFIA

José Dirceu de Oliveira e Silva nasceu na cidade de Passa Quatro, Minas Gerais, em 16 de março de 1946. Formou-se em Direito, em 1983, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Mudou-se para São Paulo, em 1961, para estudar e trabalhar. Em 1965, iniciou o curso de Direito na PUC-SP e se tornou líder do movimento estudantil, chegando à presidência da União Estadual dos Estudantes, da qual é presidente de honra. Foi preso pela ditadura militar, em 1968, ao participar do 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes, em Ibiúna (SP), organizado na clandestinidade.

Um dos 15 presos libertados por exigência dos seqüestradores do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, foi banido do país. Durante o exílio, trabalhou e estudou em Cuba, tendo voltado clandestinamente ao país por duas vezes. Na primeira, permaneceu no Brasil entre 1971 e 1972. Voltou, em 1974, quando residiu em Cruzeiro do Oeste, no Paraná, por cinco anos. Com a anistia, voltou à legalidade, em dezembro de 1979.

Participou ativamente da fundação do Partido dos Trabalhadores, em 1980, e do movimento pela anistia para os processados e condenados por atuação política. Também fez parte da coordenação da campanha pelas eleições diretas para presidente da República, em 1984.

De 1981 a 1983, foi secretário de Formação Política do PT; de 1983 a 1987, secretário-geral do Diretório Regional do PT de São Paulo; e de 1987 a 1993 foi secretário-geral do Diretório Nacional. Entre 1981 e 1986 foi assistente jurídico, auxiliar parlamentar e assessor técnico na Assembléia Legislativa de São Paulo.

Em 1986 foi eleito deputado estadual em São Paulo. Em 1990 elegeu-se deputado federal e em 1994 candidatou-se ao governo de São Paulo, recebendo dois milhões de votos. Voltou a se eleger deputado federal em 1998 e 2002, quando foi o segundo mais votado do país, com 556.563 votos. Na Câmara dos Deputados, assinou, com Eduardo Suplicy, requerimento propondo a “CPI do PC” (Paulo César Farias), que levou ao impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. Também participou da elaboração dos projetos de reforma do Judiciário, da Segurança Pública e do sistema político.

Em 1995 assumiu a presidência do PT, sendo reeleito por três vezes. Na última, em 2001, foi escolhido diretamente pelos filiados da legenda em um processo inédito no Brasil de eleições diretas para todas direções de um partido político. Ocupou a função até 2002, quando se licenciou para participar do governo do presidente Lula. Integrante da coordenação das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 1989, 1994 e 1998, foi o coordenador-geral em 2002. Com a vitória de Lula, assumiu a função de coordenador político da equipe de transição.

Em janeiro de 2003, José Dirceu assumiu a cadeira de deputado federal, mas logo se licenciou para assumir a função de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, permanecendo no cargo até junho de 2005, quando retornou à Câmara dos Deputados. Seu mandato foi cassado em dezembro do mesmo ano e teve a inelegibilidade decretada por oito anos.

Posse de Dilma já tem confirmação de Chávez e mais seis estrangeiros



Posse de Dilma já tem confirmação de Chávez e mais seis estrangeiros

Nathalia Passarinho
Do G1, em Brasília

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e outros cinco chefes de Estado e Governo e um príncipe confirmaram até esta sexta-feira (10) presença na posse da presidente eleita, Dilma Rousseff.

Virão às cerimônias do dia 1ª de janeiro os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, do Uruguai, José Mujica, de El Salvador, Mauricio Funes, e do Peru, Alan Garcia. Também confirmaram presença o príncipe da Espanha, Felipe de Bourbon, e o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Lee Myung-Bak.
O premiê sul-coreano se encontrou com Dilma em outubro, durante a cúpula do G20, em Seul. Ela acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas reuniões do grupo, composto pelos 20 países com as maiores economias do mundo.
Durante a viagem, Dilma conversou com ministros sul-coreanos sobre a construção do trem-bala, veículo de alta velocidade que ligará São Paulo a Campinas e Rio de Janeiro. O governo do país asiático tem interesse em participar do projeto, que pode custar até R$ 36 bilhões. O leilão, inicialmente marcado para o dia 16 de dezembro, será em abril de 2011.

Os convites para a posse da presidente eleita foram distribuídos através das embaixadas brasileiras a todos os chefes de Estado que mantêm relações diplomáticas com o Brasil. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, que havia feito declarações em Paris de que compareceria à posse, ainda não confirmou presença.

Sarkozy é o principal parceiro no pleito do Brasil de ocupar uma cadeira permanente no Conselho das Nações Unidas e negocia com o país a venda de caças para a Força Aérea Brasileira. Suécia, França e Estados Unidos disputam a venda das aeronaves ao Brasil.

O dia 1º de janeiro terá três eventos oficiais: cerimônia de posse no Congresso Nacional, transferência da faixa presidencial, no Palácio do Planalto, e coquetel para autoridades estrangeiras no Itamaraty.

Cerimônia
O primeiro ato da presidente no dia da posse é um cortejo em carro aberto, às 14h.
A bordo do Rolls Royce presidencial, Dilma sairá da Catedral de Brasília, em direção ao Congresso Nacional. O grupo de trabalho do Itamaraty responsável por coordenar as cerimônias definiu um “cortejo alternativo”, em caso de chuva, para o deslocamento e a chegada ao palácio do Legislativo.

Nesse caso, o desfile será feito em carro fechado, e Dilma entrará no Congresso pela Chapelaria (entrada principal do Congresso), que é coberta. Se o tempo estiver bom, ela subirá a rampa de mármore, onde será recebida pelos presidentes do Senado e da Câmara. É no plenário do Congresso, às 14h30, que ela e o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), serão empossados.

Por volta de 16h, Dilma volta a desfilar em carro aberto até o Palácio do Planalto. Será recebida às 16h30 na rampa da sede do governo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que transmitirá a ela a faixa presidencial.

Com a faixa, a presidente receberá os cumprimentos dos chefes de Estado e autoridades presentes. Às 17h, Dilma discursará no parlatório, que fica na área externa do Planalto, voltado para a Praça dos Três Poderes. Às 18h30, a presidente oferece um coquetel no Itamaraty para autoridades e missões estrangeiras.

Segundo o Itamaraty, haverá um ensaio das cerimônias de posse a partir do dia 20 de dezembro, provavelmente no final de semana anterior ao evento

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Final feliz para este triste episódio!


Meus amigos hoje tomei conhecimento de um caso absurdo da nossa justiça.Uma briga de boca entre uma jovem e sua cunhada foi parar no fórum da nossa cidade no interior de Minas Gerais..A denunciante é a cunhada da jovem .Elas tiveram um briga .Na audiência na junta de conciliação compareceu a jovem e a denunciante não compareceu .As estudantes de direito que são responsáveis pela junta de conciliação aplicaram uma pena a esta jovem de 20 anos de R$250,00 a ser paga ao Lar dos Velhinhos. Falaram que se ela não aceitasse o acordo a ação ia continuar e que seria pior para ela.Detalhe importante a audiência foi realizada sem a presença de um advogado .

A jovem com medo coagida assinou o bendito acordo. Ela disse que ficou pensando, mas eu não fiz nada apenas defendi meu filho que minha cunhada queria bater.Falei que ela não tinha direito de bater no meu filho por ser tia, que eles tinham mãe e pai.Ela comentou que ficou pensando que se não pagasse iria presa.

Briga de bate boca ,briga de família.Ela tem 2 filhos ganha um salário mínimo,o marido bebe, bate nela, isso os juristas nem se ligam.Já fez "BO" na delegacia várias vezes ,já pediu ajuda a defensora pública e nada fizeram até agora.Mas se meter na briga das duas isto sim eles podem .É um horror.

Fico revoltada com injustiça, abuso de poder e preconceito. Lógico que saí na defesa da jovem e vou agora até o fim doa a quem doer.Botar a boca no trombone contra estes desmandos e preconceitos.
Precisamos urgente de uma reforma no judiciário.

Outro capítulo desta estória
Hoje a "jovem pobre ,preta e com nível de escolaridade baixa" ( estou citando assim pois acho que tudo é fruto de preconceito)compareceu no fórum da cidade e disse que não tinha condições de pagar.Eles então dividiram a dívida em 5 prestações e fizeram ameaças ,dizendo que não tinha como ela não pagar senão a ação ia continuar e o nome dela ficaria sujo.

Absurdoooooooooooooooo!Pagar porquê?Ela foi condenada sem julgamento.Aí vc questiona e eles falam mas ela não foi condenada.Ela paga para parar a ação.Não importa se a pessoa é culpada ou não.Quem for na delegacia e entrar com um queixa contra alguém por briga de bate boca pronto ,esta pessoa está perdida tem de pagar para uma instituição de caridade tendo ou não culpa.Aonde vamos parar?Eu vou continuar a botar a boca no trombone daqui a pouco começo a citar os nomes dos envolvidos.

Briga de família quem não tem?A gente bate boca mesmo.Então já pensou se toda briga for parar no fórum ? Eles deviam é prender bandido e não ficar ameaçando gente humilde.Querem colocar esparadrapo na boca da população pensando que assim estão mantendo a ordem.Que justiça mais ridícula é essa.Eles vão precisar comprar muitos rolos, pois vou abrir a boca e soltar o verbo!

Esta jovem tem dois filhos ,marido bebe bate nela e tem que aguentar cunhada no meio .A mãe dela foi assassinada .É triste a estória dela ,eu entrei de cabeça ,pois não consigo me omitir e calar.Ela compareceu no fórum para resolver a separação dela com o marido e isso eles nem tomam conhecimento.Já chamou polícia, pois o marido bate e ameaça matá-la.

Estou de cabeça nesta briga e nesta tremenda injustiça com pessoas pobres de cidade pequena que não sabem brigar pelos seus direitos.Hoje já fiquei sabendo de vários casos iguais.Estão cometendo abuso de poder!Coagindo as pessoas humildes.
Isto é um tremendo preconceito.

A gente fica de mãos atadas, pois eles são os donos da verdade ,são os juristas que decoram um monte de leis e olham para seus semelhantes como se fossem feitos de pedra.

O que me revolta é que eles tem feito com outras pessoas tb.Está sendo geral.O da menina lógico que vou contratar advogado e ela vai ter assistência, mas estou fazendo ...a denúncia para que outras pessoas não sejam prejudicadas.É preciso dar um basta nisso.Acredito que o juiz da comarca mesmo não está a par disso ,pois estes tristes episódios estão acontecendo com a junta de conciliação entregue a jovens estudantes de direito.

Estes jovens estão ameaçando e aplicando penas sem nem saber se a pessoa é culpada.Outro detalhe estas pessoas comparecem sem advogado e na ausência tb de um defensor público.A pessoa foi denunciada paga ao Lar dos velhinhos, tendo ou não dinheiro, sendo ou não culpada.
Esta é a forma que encontrei de protestar contra este abuso de autoridade, ainda mais em cima de pessoas humildes que ñ sabem se defender!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Dilma e Mandela. Superação de preconceitos e olhar no futuro.


Dilma e Mandela. Superação de preconceitos e olhar no futuro.
O exemplo de Mandiba

Um dos grandes personagens do século XX é sem dúvida o líder sul africano Nelson Mandela.

O mundo hoje o identifica como uma força inconteste da liberdade e Justiça.

Mandiba é a denominação ao clã a que Nelson Mandela pertence referindo-se aos seus ancestrais. Mandiba transformou-se num monumento honrando no mundo inteiro, pois ousou a enfrentar o odioso regime do apartheid.

Por isso, ficou preso durante 27 anos, e mesmo da cadeia liderou inúmeras ações, inclusive armadas para enfrentar os donos do poder sul africano.

Após sua saída da prisão e sua eleição para presidente da África do Sul, Mandiba promoveu a pacificação dos sul africanos num governo de conciliação.

Seu exemplo lhe rendeu o Premio Nobel da Paz em 1993 e hoje o mundo se curva com sua ação.

Diferentemente do exemplo de Mandiba a “elite” brasileira em especial, parte da imprensa transvertida de democrata, ataca a presidente eleita Dilma Ruosseff por sua ação contra o regime ditatorial no Brasil que durou de 1964 a 1985.

Vale lembrar que boa parte da impressa que hoje dita baluartes da democracia, financiou e apoio os militares em seu golpe.

Assim como Mandiba, a presidente eleita é vítima de uma campanha subterrânea de infâmia e calunia; chamam-na de guerrilheira, subversiva, assaltante, entre outros adjetivos depreciativos assim como chamavam Mandiba.

O que une a biografia de Mandiba à de Dilma Rousseff é o simples fato de se dedicarem às causas mais caras ao seu povo.

A indignação que impulsionava e alentava Mandiba na cadeia era a mesma indignação que impulsionava e alentava a luta de Dilma Ruosseff, a luta pela liberdade, pela democracia e pela justiça social.

Graças a esse desprendimento tanto a África do Sul se livrou de seu regime de segregação como o Brasil se livrou de seu regime ditatorial.

Entretanto, ao invés de enaltecer sua luta pela democracia, nossa “elite” calunia e difama, sem a mínima indignação às bárbaras torturas que Dilma Rousseff sofreu nos porões da ditadura.

Assim como não causa admiração o fato de uma jovem abrir mão de uma das melhores fases da vida para se dedicar à luta pela democracia e pela liberdade.

O que a “elite” faz é inverter os valores ao difamar Dilma, um vez que a sua ação era exclusivamente combater os golpistas.

Certo ou errado ela ficou no Brasil e não se acovardou foi para a luta contra os ditadores.

Todavia, a democracia brasileira está amadurecendo e o discurso preconceituoso e raivoso de parte da elite vai perdendo eco.

O Brasil fez uma transição pacifica do regime ditatorial para o regime democrático e hoje a luta é para o desenvolvimento e pela distribuição mais justa da renda.

A eleição de Dilma Rousseff é a quebra definitiva de certos paradigmas brasileiros pois, é a primeira mulher a ocupar a Presidência da República forma democrática, uma vez que, foi a maioria da população quem a escolheu para dirigir o país nos próximos 4 anos.

Outro paradigma quebrado é justamente o fato de Dilma ser uma ex-ativista da luta armada contra a ditadura, o que demonstra o amadurecimento inconteste de nossa democracia.

Diferentemente do que parte das “elites” e da mídia repudia é motivo de avanço em nosso país.

Assim como Mandiba provou ser possível governar olhando para frente, o Brasil também pode.

Certa vez, Mandiba afirmou na prisão “Marcado nessas pedras vocês vão encontrar a dor de nossas lutas, as tristezas de nossas perdas e os alicerces de nossa vitoria”

E com certeza foi pela a luta de pessoas como Dilma que o Brasil é hoje uma democracia.

Henrique Matthiesen
Postado por Clipping do Mário
http://clippingdomario.blogspot.com/

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vereador de São Paulo vai ao MP e aciona Kassab por improbidade


Vereador de São Paulo vai ao MP e aciona Kassab por improbidade

Simone Sartori
Redação Terra

O vereador Aurélio Miguel, líder do PR na Câmara Municipal de São Paulo, entrou, nesta segunda-feira, com três representações no Ministério Público contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM) por improbidade administrativa. Em uma delas, Miguel aponta indícios de perdas de receita do município por supostas irregularidades na cobrança de Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) atrasado. Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que "todas as ações do prefeito Gilberto Kassab na vida pública, em todos os cargos ocupados, foram pautadas pela transparência e respeito ao patrimônio público".

Ao lado de advogados, o vereador apresentou em coletiva à imprensa documentos que comprovariam as suspeitas que, de acordo com ele, teriam sido identificadas durante as investigações da CPI do IPTU, realizada no ano passado pela Câmara. Miguel afirmou que houve "falta de eficácia" da administração de Kassab em cobrar contribuintes em débito com a prefeitura.

A perda da arrecadação do IPTU seria equivalente a 3.420.578 metros² para os anos de 2003 e 2004. O prejuízo total ao munícipio seria de R$ 50 milhões, conforme disse o advogado Antonio Carlos Mingone.

"A CPI constatou que em muitos casos a Secretaria da Habitação não enviava os dados corretos para Secretaria de Finanças. Por outro lado, a Secretaria da Habitação fazia lançamentos errados sobre os imóveis. Havia erros de metragem, de padrão, etc. Esse problema seria relativo ao ano de 2004 e prescreveria em 2009. O prefeito deveria ter conhecimento dessa dívida, mas não fez nada", afirmou Mingone.

As outras duas representações encaminhadas nesta segunda-feira ao Ministério Público são relativas à Operação Urbana Faria Lima, do período em que Kassab era secretário de Planejamento (1997-2000) na gestão do ex-prefeito Celso Pitta, morto em 2009. As denúncias sugerem que o então secretário Kassab teria assinado contratos irregulares com construtoras. Neste caso, o prejuízo aos cofres públicos seria superior a R$ 90 milhões, de acordo com Aurélio Miguel.

"O Tribunal de Contas do Município já condenou o ex-secretário Kassab e ele, em seguida, como prefeito (a partir de 2006, após a saída de José Serra), não tomou providências sobre as perdas. Eu diria que há indícios que o prefeito Kassab encobriu o secretário Kassab", disse o líder do PR.

Aurélio Miguel afirmou ainda que vai protocolar um pedido de uma nova CPI para apurar as denúncias. "O que constatamos é gravíssimo. Queremos saber quanto a cidade perdeu e também acionar quem está em débito com a prefeitura".

O vereador negou que as denúncias encaminhadas ao Ministério Público tenham relação com a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara, marcada por uma intensa disputa entre a base governista e vereadores do chamado bloco 'Centrão', do qual faz parte o PR, partido de Miguel. A eleição será na próxima quarta-feira, às 10h.

"Esse trabalho de fiscalização eu sempre tive, e não quero deixar aqui pairar dúvidas que, ganhando ou perdendo, as ações seriam levadas à frente. Não vou cometer nenhuma irresponsabilidade, até porque estamos falando do prefeito da maior cidade do País. Meu compromisso é com a cidade de São Paulo", afirmou o vereador.

O outro lado

A assessoria do prefeito Gilberto Kassab (DEM) divulgou que "com relação aos processos citados da Operação Urbana Faria Lima, não era atribuição do secretário de Planejamento a negociação ou aprovação dos procedimentos. Os valores eram determinados por laudos técnicos de empresas cadastradas na administração municipal, avaliados por técnicos da secretaria e, posteriormente, encaminhados para votação em plenário da Câmara Técnica de Legislação Urbanística, que era composta por 20 membros, sendo 10 da sociedade civil e outros 10 do poder público".

O comunicado afirmou, também, que "as reuniões eram abertas à participação popular. O secretário presidia a Câmara e manifestava-se apenas em caso de empate nas votações em plenário. Durante sua gestão na Secretaria de Planejamento não houve situações que exigissem seu voto".

WikiLeaks: as conversas de Serra com a Chevron sobre o pré-sal


WikiLeaks: as conversas de Serra com a Chevron sobre o pré-sal
Enviado por luisnassif, seg, 13/12/2010 - 07:27

Folha de S.Paulo - Petroleiras foram contra novas regras para pré-sal - 13/12/2010

Petroleiras foram contra novas regras para pré-sal

Segundo telegrama do WikiLeaks, Serra prometeu alterar regras caso vencesse

Assessor do tucano na campanha confirma que candidato era contrário à mudança do marco regulatório do petróleo

JULIANA ROCHA
DE BRASÍLIA
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.

É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.

"Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava... E nós mudaremos de volta", disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.

Um dos responsáveis pelo programa de governo de Serra, o economista Geraldo Biasoto confirmou que a proposta do PSDB previa a reedição do modelo passado.

"O modelo atual impõe muita responsabilidade e risco à Petrobras", disse Biasoto, responsável pela área de energia do programa. "Havia muito ceticismo quanto à possibilidade de o pré-sal ter exploração razoável com a mudança de marcos regulatórios que foi realizada."

Segundo Biasoto, essa era a opinião de Serra e foi exposta a empresas do setor em diferentes reuniões, sendo uma delas apenas com representantes de petroleiras estrangeiras. Ele diz que Serra não participou dessa reunião, ocorrida em julho deste ano. "Mas é possível que ele tenha participado de outras reuniões com o setor", disse.

SENSO DE URGÊNCIA

O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.

O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem "senso de urgência". Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: "Vocês vão e voltam".

A executiva da Chevron relatou a conversa ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio.

A mudança que desagradou às petroleiras foi aprovada pelo governo na Câmara no começo deste mês.

Desde 1997, quando acabou o monopólio da Petrobras, a exploração de campos petrolíferos obedeceu a um modelo de concessão.

Nesse caso, a empresa vencedora da licitação ficava dona do petróleo a ser explorado -pagando royalties ao governo por isso.

Com a descoberta dos campos gigantes na camada do pré-sal, o governo mudou a proposta. Eles serão licitados por meio de partilha.

Assim, o vencedor terá de obrigatoriamente partilhar o petróleo encontrado com a União, e a Petrobras ganhou duas vantagens: será a operadora exclusiva dos campos e terá, no mínimo, 30% de participação nos consórcios com as outras empresas.

A Folha teve acesso a seis telegramas do consulado dos EUA no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks.

Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como "operadora-chefe" também é relatado com preocupação.

O consulado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderiam "turbinar" a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.

O consulado cita que o Brasil se tornará um "player" importante no mercado de energia internacional.

Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a nova reserva porque "o PMDB precisa de uma companhia".

Texto de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA causou reação nacionalista. A frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de influência brasileira.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Liderança e nova classe média


ANÁLISE
Liderança e nova classe média
Mudança na estrutura social não será efetiva se, além do consumo, não incorporar avanços significativos na educação, a maior barreira de acesso ao Primeiro Mundo
Kenneth Serbin

O sucesso do lulismo deve-se ao progresso econômico do Brasil. Na gestão do presidente Lula, o Brasil tornou-se uma nação de classe média. De acordo com estudos estatísticos, em 2008, 52% da população – quase 100 milhões de pessoas – viviam em famílias com renda mensal entre R$ 1.115 e R$ 4.807, mais que os 44% de 2002, ano em que Lula se elegeu pela primeira vez.

Mais do que qualquer outra coisa, este grande senso de bem-estar no Brasil impulsionou Lula a índices históricos de aceitação nas pesquisas de opinião pública e assegurou a eleição da tecnocrata Dilma Rousseff como sua sucessora.

A retórica política no Brasil cria uma falsa dicotomia entre o PSDB e o PT. O ponto crucial é que a estabilização econômica começou sob o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso – especialmente com o fim da inflação e o Plano Real – e estabeleceu as bases para o crescimento econômico e a expansão da classe média.

Lula sustentou rigorosamente a política fiscal por meio da produção de superávits nas contas federais. Neste mesmo período do ano, em 2009, a imprensa noticiou que, inacreditavelmente, o governo brasileiro havia se tornado o quarto maior credor do governo americano, investindo US$ 154 bilhões em títulos do Tesouro Nacional. Portanto, o governo de Lula foi extremamente conservador em termos econômicos.

Da mesma forma, os programas sociais do governo Lula se expandiram a partir de ideias desenvolvidas no governo FHC. Graças a esses programas, indicadores-chave, como mortalidade infantil, melhoraram substancialmente. Em 1990, eram 52 mortes por mil nascimentos no Brasil. Este ano, o número caiu para menos de 20 mortes por mil nascimentos, um decréscimo de mais de 60%.

Assim, a emergência da classe média é o resultado não só de oito anos das políticas de Lula, mas de 16 anos de continuidade entre as gestões do PSDB e PT. Isso significa que toda uma geração de brasileiros está crescendo sem ter conhecido os tempos da alta inflação, temporariamente sanada com vários programas econômicos e várias trocas da moeda. Jovens brasileiros estão testemunhando uma sociedade de abundância sem precedentes. A fome ainda é um problema, mas já se veem sinais de que os maiores, nos próximos anos, podem ser a obesidade e o diabetes – dois fenômenos associados à maturidade do capitalismo em países como os Estados Unidos, onde muitas pessoas são indulgentes com a alimentação e não se exercitam regularmente.

O Brasil também está se tornando um país de classe média de outras maneiras. A presidente eleita Dilma Rousseff já tinha um iPad antes de o produto aportar oficialmente no Brasil. Ela simboliza a astúcia digital dos brasileiros. Hoje, mesmo pessoas de comunidades de baixa renda podem se dar ao luxo de ter computadores e acesso à internet. O Brasil tem uma enorme presença na blogosfera. Telefones celulares também estão em toda parte.

O Brasil continua a exportar quantidades enormes de alimentos – é uma vocação histórica –, mas também está produzindo carros, aviões, programas de computador e códigos do genoma. A economia brasileira se diversificou de maneira fantástica, com novos tipos de ocupação inimagináveis há algumas décadas e preparando o país para uma competição cada vez mais intensa na economia global.

O progresso político do Brasil não pode ser subestimado. De uma ditadura de 21 anos, que deixou o poder em 1985, para uma nação onde oponentes do regime militar, como Fernando Henrique Cardoso, Lula e agora a ex-revolucionária Dilma Rousseff, tomaram o poder em eleições legítimas, com transições pacíficas e sem interferência militar, o Brasil demonstrou cada vez mais sua maturidade política e seu compromisso com a democracia.

Estes fatores políticos fortalecem o progresso econômico e a imagem do Brasil como uma nação estável, atrativa a investidores e capaz de exercer liderança regional e global. Em suma, o Brasil pode não ser mais classificado como um país de Terceiro Mundo. Ele agora se encontra em uma classe de países como China e Índia, cuja proeza econômica e geopolítica, além do crescimento da classe média, os torna próximos do status de países de Primeiro Mundo.
Jackson Romanelli/EM/D.A Press

Mineirão em obras para a Copa de 2014: prestígio internacional

Jogos e educação O reconhecimento do status do Brasil vem com duas joias de prestígio internacional: sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Os Jogos Olímpicos não produzem um poder geopolítico. Ao contrário, eles são a projeção de um poder já existente ou, em última instância, a intenção de concretizá-lo. De qualquer forma, os esforços do Brasil em garantir os jogos revelam o que o país compreende, como fez a China com as Olimpíadas de Pequim em 2008: que exibir suas competências é importante para construir uma imagem internacional e chamar a atenção do mundo.

Muitos brasileiros e analistas estrangeiros gostariam de saber se o potencial do Brasil é apenas mais uma falsa esperança, uma outra versão do “país do futuro”, onde o futuro nunca chega, de fato.

Na verdade, ainda há muito a ser feito até que o Brasil se torne plenamente desenvolvido, uma nação de Primeiro Mundo. Embora as taxas de mortalidade infantil tenham caído drasticamente, ainda estão distantes dos índices de países como Chile, Colômbia, México e Argentina. A taxa de Cuba é de apenas 5,25 mortes por mil nascimentos. Em muitos aspectos, o Brasil ainda é um retardatário em termos de equanimidade socioeconômica.

Dilma e autoridades estaduais e municipais precisarão garantir a segurança nos locais onde será realizada a Copa do Mundo. Eles precisarão focar, em especial, na solução do problema da segurança pública no Rio de Janeiro, cidade-sede das Olimpíadas.

Os líderes brasileiros encontrarão uma forma de encobrir os problemas de segurança fazendo acordos com criminosos, “tudo para inglês ver”? Ou empenharão esforços para reformar a polícia e enfrentar de verdade os problemas do tráfico e do consumo de drogas?

Como primeira mulher a ser presidente do Brasil, Dilma pode catalisar a melhoria da situação da mulher, chamando a atenção nacional para suas questões e encorajando o desenvolvimento de novos programas gerenciados tanto pelo governo quanto pela sociedade civil.

As Olimpíadas e os programas de esporte no Brasil são um caso a considerar. A diferença entre Brasil, de um lado, e Estados Unidos, China e até um pequeno país como Cuba, de outro, é que estes investem pesado em programas de esporte voltados para a juventude, incluindo neles ambos os sexos. Estes países sempre levam para casa um grande número de medalhas. O Brasil não. Será que o país conseguirá aumentar significativamente seu desempenho para estar entre os maiores medalhistas, até 2016?

O Brasil deveria ficar atento aos Estados Unidos no futebol, por exemplo, porque ligas de futebol adolescentes despontaram nos Estados Unidos, nas últimas décadas. O interior dos Estados Unidos é povoado por um número gigantesco de “mães do futebol”, que levam as crianças para treinos e jogos nas vans e carros utilitários da família. O Brasil não tem este tipo de programa para suas garotas.

Para 2016, o Brasil terá muito mais a fazer, além de construir estádios, manter os traficantes de drogas dentro dos limites das favelas e limpar as ruas. Será necessário desenvolver um maciço programa de investimentos em esportes juvenis para ambos os sexos e crianças de todas as classes sociais, além de garantir que tais programas sobrevivam a longo prazo.

Educação é talvez a maior barreira para o Brasil entrar no Primeiro Mundo. Aqui, mais uma vez, Dilma pode ser uma boa influência e promover melhorias. Lula foi a expressão do pobre brasileiro que ascendeu socialmente. Subiu na vida. Ele é o retrato dos mais novos integrantes da classe média. Lula tem orgulho de sua origem operária. Ele cresceu com as adversidades, na “escola da vida”. Mas junto com isso vem um certo e pouco saudável desdém pela educação formal e por assuntos de cunho intelectual. Lula não é fã de leitura e este foi um mau exemplo para uma nação onde algumas pessoas pensam que professores, inclusive universitários, são “vagabundos”.

Os salários de professores universitários aumentaram, de fato, mas professores de escolas públicas e primárias ainda recebem salários miseráveis, além de, com frequência, trabalharem sob condições deploráveis. Lula e a imprensa gostam de especular acerca de suas futuras atividades e posições de liderança. Em nenhum lugar se menciona que Lula talvez volte à escola.

Talvez Lula pudesse aproveitar a “deixa” de Bill Gates, que abandonou a faculdade para fazer fortuna mas agora aconselha os jovens a concluir seus estudos. Gates, na verdade, depois aderiu a cursos de graduação on-line para obter vários diplomas universitários.

Neste aspecto a presidente eleita Dilma Rousseff é o oposto de Lula. Ela cresceu em uma família de classe média alta e teve a melhor educação que poderia ter tido. Ela gosta de ter consigo três livros, todo o tempo, e tem um prazer evidente por questões intelectuais. Quanto a isso ela repetirá pelo menos uma das características exibidas por Fernando Henrique, um renomado professor universitário.

Dilma representa aquilo a que o Brasil pode aspirar com uma liderança apropriada. A dela deveria ser única, e não uma repetição de Lula. Ela é o espelho de uma classe média em vias de ser consolidada.

Dilma pode militar a favor de uma melhoria no sistema público de educação no Brasil, que precisa urgentemente de melhores instalações físicas, professores mais bem treinados e mais bem pagos e administradores preparados para garantir que todos os brasileiros tenham condições e habilidades acadêmicas fundamentais para competir em uma economia global.

A importante liderança de Dilma na educação ajudaria a expandir as oportunidades que vêm com o status de um país de classe média. Apoiar a educação contribuiria consideravelmente, inclusive, para ajudar a resolver os problemas de segurança pública, uso de drogas e iniquidades de gênero.


Kenneth Serbin é chefe do Departamento de História da Universidade de San Diego, onde leciona história do Brasil. Foi presidente da Brazilian Studies Association entre 2006 e 2008

DOSSIÊ/ERA LULA.O homem e o partido


DOSSIÊ/ERA LULA
O homem e o partido
Ações de governo e estilo pessoal do presidente, com sua rica história política e de vida, estão no centro de avaliações que buscam interpretar a herança de Lula
Otávio Soares Dulci

Renzo Gostoli/AP - 13/2/04

O presidente Lula fala durante aniversário de 24 anos de fundação do PT, debaixo de foto de passeata do fim dos anos 1970
A poucos dias do término de seu mandato, o presidente Lula pode se sentir realizado, pois entregará o país à sua sucessora em condições bem melhores do que o recebeu. O sucesso de sua presidência é medido pela aprovação ampla que tem recebido do eleitorado, segundo repetidas pesquisas de opinião. E esse sucesso, a que se deve? Por certo, inúmeras análises serão feitas daqui por diante para tentar responder a essa pergunta. E diversas interpretações já circulam há tempos. Elas costumam salientar as condições favoráveis do cenário mundial ao longo deste início do século 21. Fala-se também do trabalho realizado pelos governos anteriores, no sentido de preparar o terreno – econômico e institucional – para o impulso que o Brasil vem experimentando nos últimos anos.

Tudo isso é importante, mas cabe perguntar que significado teve a presença de Lula (com sua equipe de governo, naturalmente) nesse contexto. Qual a parte que corresponde à sua condução política na explicação do cenário positivo com que se encerra o mandato? E ainda é preciso ter em mente a bagagem pessoal, a história de vida, que sempre influi no ânimo dos homens de Estado e que no caso de Lula parece ser particularmente marcante, a determinar suas escolhas e preocupações.


O que se tem chamado de lulismo é a síntese de tais fatores. O termo alude ao personagem e à sua circunstância. Ao seu estilo de administração e às opções que adotou como chefe do governo. “Ismos” são utilizados para designar ideologias, movimentos políticos e também lideranças que se tornam referenciais. Lula está nessa galeria. É um político que se tornou referencial na história contemporânea do Brasil, tanto para seus eleitores quanto para seus críticos. E essa característica se desenvolveu no decorrer dos oito anos de presidência. Antes, ele já despontara como líder carismático – na verdade, desde as greves do ABC, na fase final da ditadura –, mas não se falava em lulismo. Tendo encabeçado a fundação do Partido dos Trabalhadores, o PT, seria mais adequado atribuir a Lula a condição de principal expressão do petismo. Isso durante mais de 20 anos, desde o surgimento do PT, em 1980, até a quarta campanha presidencial, em 2002.

A partir daquela campanha, petismo e lulismo começaram a se distinguir, ainda que imprecisamente. Podemos identificar três fases no governo Lula, para fins de análise da relação entre os dois componentes. A primeira fase se estendeu de 2002, com a campanha eleitoral em que Lula finalmente ganharia a presidência, até 2005, quando enfrentou grave crise política. A segunda fase corresponde ao período 2005 a 2008, quando eclodiu a crise econômica global. Aí se iniciou a terceira fase, desde a crise até o atual momento.

Um episódio marcante da campanha de 2002 foi a Carta ao povo brasileiro, divulgada em meados do ano, cujo cerne era um compromisso com a estabilidade econômica de acordo com as grandes linhas da política praticada pelo governo Fernando Henrique Cardoso. A carta assegurava o respeito aos contratos em vigor, afastando qualquer veleidade de calote.

A Carta ao povo brasileiro não foi apenas um movimento tático para domar especuladores e acalmar analistas de risco à beira de um ataque de nervos. Muitos, à esquerda e à direita, achavam isso. Mas não Lula, que levava a sério os compromissos assumidos no documento. E nisso temos um elemento relacionado com sua história de vida. Nascido e criado em família pobre, Lula experimentou, como todos os de sua classe, o mal que representa a instabilidade financeira, expressa pela inflação descontrolada, para quem não tem meios de se defender dela. Já adulto, a vivência como líder metalúrgico reforçou essa preocupação, uma vez que as pautas sindicais da época buscavam repor as constantes perdas salariais provocadas pela inflação. Assim, uma atitude cautelosa, conservadora, no tocante à moeda e à administração financeira, revelou-se desde o começo como um dos traços do lulismo.

Outro traço que se evidenciou desde o início do governo, e também derivado da experiência sindical de Lula, é um estilo conciliatório focado na coordenação de diferenças. Acostumado à interlocução entre trabalhadores e empresários, Lula procurou criar espaços de articulação de interesses na área governamental. Um exemplo é o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, fórum de discussão e formulação de propostas de políticas, onde se encontram pessoas de diferentes classes e instituições.

O estilo agregador de Lula tem sido, com frequência, destacado como singular em virtude mesmo de sua trajetória pessoal e política. Como homem de origem operária, ele dispõe de uma margem de credibilidade única junto aos setores populares. Isso seria uma vantagem para o desenvolvimento político do país, na medida em que amplia sua governabilidade.


Estado e sociedade Mas há também uma leitura oposta, que vê na propensão negociadora de Lula uma tendência a atrair para a órbita do Estado os conflitos de interesses, com resultado funesto para a democracia, já que reduz o espaço da política como atividade da sociedade civil. No contraponto entre Estado e sociedade civil, esta última teria sofrido perdas relevantes ao longo da última década. Essa leitura tem sido vocalizada pelo sociólogo Luiz Werneck Viana e por diversos articulistas da revista Política Democrática, ligada ao Partido Popular Socialista (PPS).

Trata-se de ponto importante a discutir. Talvez estejam em pauta, nesse debate, dimensões diferentes do processo de democratização. Se houve estreitamento da política no campo da sociedade civil, no sentido apontado por Viana, terá também havido, na fase recente, maior abertura do Estado à manifestação de interesses e a seu processamento sob a forma de ações e decisões concretas. Nesse sentido, a aposta na atuação dos conselhos setoriais (de saúde, de assistência social, de educação, da criança e do adolescente etc.) coincide com uma das bandeiras caras ao PT, a da democracia participativa. Da mesma forma, fez-se um grande investimento na realização de conferências temáticas, que vão desde o nível local até o nacional, das quais se originam definições relevantes de políticas públicas. O que caracteriza tais iniciativas é o diálogo e a negociação entre múltiplos atores, governamentais e privados, inclusive do terceiro setor, além das corporações respectivas, sem falar de outras partes interessadas (como usuários dos serviços).

Ao passo que privilegiava esse tipo de interação com classes e grupos de interesses, Lula nunca demonstrou gosto especial pelas combinações políticas no âmbito parlamentar e partidário. Nem o PT tinha perfil de partido convencional, voltado para o jogo parlamentar. A maior parte de seus representantes se compunha de dirigentes sindicais e ativistas de movimentos sociais de vários tipos. Como vigora no Brasil a fórmula do presidencialismo de coalizão, sua escolha inicial foi operar pragmaticamente com uma base parlamentar um tanto fluida, escolha pela qual Lula e o PT pagaram um alto preço quando sobreveio a crise do chamado “mensalão”.

Aquela crise de meados de 2005 abriu uma segunda etapa do governo Lula. O efeito imediato das denúncias do mensalão foi a perda de densidade do PT e do próprio Lula nas classes médias, uma de suas bases históricas de apoio político e eleitoral. Mas houve outros desdobramentos.

Dentro do PT e das esquerdas, instalou-se um clima de constrangimento, contraponto inevitável do purismo ético de outrora. O PT se tornara um partido como os outros, era o que dizia a oposição e ecoava a imprensa. O processo de eleição direta para seus diretórios que o PT promoveu logo em seguida teve um elevado nível de participação, como se seus membros quisessem reiterar a fidelidade ao partido numa hora difícil, a despeito dos desacertos da cúpula. Como se dissessem: “O partido é nosso, e não apenas desses aí...”.



Lulismo e petismo Contudo, o desdobramento mais importante da crise política de 2005 foi o fortalecimento gradual de Lula em contraste com o enfraquecimento do PT, que ficou visível nas eleições do ano seguinte. O lulismo se distanciava efetivamente do petismo. Essa bifurcação foi bem captada por um livro pioneiro sobre o tema: Lulismo, do sociólogo Rudá Ricci. Entre outros aspectos importantes, o estudo de Ricci focaliza a mudança que ocorria no âmbito da opinião pública, a indicar uma barreira surpreendente no fluxo de informações das classes médias para as classes baixas. Esse fenômeno tem se revelado dos mais decisivos no cenário brasileiro da atualidade e sem considerá-lo não se pode compreender a força adquirida pelo lulismo.

O padrão anterior era de influência substancial da “opinião pública” (significando a opinião das classes médias) sobre os setores populares, por um processo de extravasamento paulatino dos assuntos, das campanhas e das denúncias de cima para baixo. O caso clássico foi o impedimento de Fernando Collor. Outro exemplo seria o declínio do prestígio de Fernando Henrique Cardoso no segundo mandato. Porém esse padrão não se reproduziu na esteira do mensalão. E isso ocorreu em virtude de uma movimentação em larga escala no cenário político brasileiro, objeto de estudo recente do cientista político André Singer (“Raízes sociais e ideológicas do lulismo”). Houve um deslocamento dos setores de baixíssima renda em apoio a Lula, estabelecendo um vínculo muito sólido que denotava a crescente autonomia de tais setores em relação aos oligarcas a que sempre se subordinaram.

Esse movimento tinha a ver, é claro, com outro elemento estratégico do governo Lula: a política social. Fez-se um esforço considerável de redução da pobreza por meio de mecanismos de transferência de renda, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), para idosos e deficientes pobres. A combinação de programas sociais com a política econômica (abrangendo o controle da inflação, a expansão do emprego, a elevação contínua do salário mínimo e a previdência universal) resultou em acelerada incorporação social pela via do consumo. Mas não se limitou a isso, pois o consumo, o acesso a novos bens, acaba por ampliar a margem de autonomia dos que dele se beneficiam. Autonomia em vários sentidos, inclusive no sentido político, de pensar e escolher com a própria cabeça.

As coisas iam nesse rumo quando o governo Lula ingressou em sua terceira fase. Eclodiu a crise financeira global, que se espraiou como crise também econômica, afetando a produção e o emprego. Os vaticínios para o Brasil eram sombrios. Lula comandou uma estratégia anticíclica que se revelou decisiva para reduzir o impacto dos problemas externos sobre o país. O Brasil fez do limão uma limonada. Saiu da crise maior do que nela entrou. No sistema internacional em mutação, estamos diante de novas possibilidades (e, por certo, novas responsabilidades).

Sobre o quadro recente, há muito que comentar, mas fico apenas com um ponto, à guisa de conclusão: a política pró-ativa de enfrentamento da crise produziu o reencontro do lulismo com o petismo, uma vez que o foco recaiu na expansão do mercado interno por meio do consumo de massa – um objetivo que o PT acalenta desde suas origens, na expectativa de combinar o desenvolvimento econômico com o desenvolvimento social. A crise iluminou essa combinação construtiva, deixando clara a função econômica da política social.

Otávio Soares Dulci é sociólogo e cientista político e professor da PUC Minas