quinta-feira, 8 de outubro de 2015

QUEM COM FERRO FERE, COM FERRO... MEU QUERIDO.


(Os fabricantes de Frankensteins)
Por : Francisco Costa

 
















Anteontem, um motorista e segurança da Câmara dos Deputados agrediu a um deputado, de 67 anos, e o colocou no hospital.

A princípio, por princípio, desaprovo, sou contra, é covardia um homem novo, forte, praticante de lutas, agredir um velho.

Mas algumas coisas me levam a esperar mais, para emitir um juízo político com mais convicção, por alguns motivos: o deputado, Takayama (PSC), é pastor, da tropa de choque de Eduardo Cunha, Magno Malta e Marco Feliciano, pessoas agressivas; os que assistiram a briga afirmam que foi por causa de manobras de carros, na porta do Congresso, que Nakayama gritou com o motorista, este respondeu com uma ofensa e, a partir daí Nakayama, certamente por ser autoridade ou já ter idade, se sentir impune, agrediu primeiro, tornando-se vítima do revide; o senador Delcídio Amaral (PT-MS) emitiu nota defendendo o motorista e a oposição caiu de pau no senador, o que aponta para uma história mal contada e que precisa ser esclarecida.

Mais um indício de que há alguma coisa estranha é que o deputado não formalizou queixa à polícia, mas, como o Estatuto do Idoso preconiza que agressão a idoso é crime de âmbito público, Eduardo Cunha fez a denúncia, indiciando o motorista.

Corta!

Velório do ex deputado, ex senador, ex governador, ex presidente da Petrobrás, ex ministro e ex presidente do PT, uma voz combativa e altamente patriótica, sem que sobre ele nunca houvesse dúvidas quanto à honestidade, na vida pública ou particular, ficha limpíssima: um bando de celerados, já identificados, de famílias ricas e católicas praticantes, nas imediações de onde acontecia o velório, gritando ofensas ao parentes do morto, à memória do morto e espalhando panfletos, afirmando que petista bom é petista morto.

Desrespeito a cerimônias fúnebres também é crime previsto no Código Penal.

E nenhuma voz da oposição, para desautorizar a “atitude heróica” dos manifestantes.
Ficarei nestes dois casos, mas poderia citar dezenas, talvez centenas, de outros mais, semelhantes ou assemelhados, mas ficarei nestes, o bastante.

Estive no velório de Edson Luis, secundarista assassinado pela ditadura, enquanto almoçava, no refeitório estudantil do Calabouço, no Rio, quando militares invadiram de surpresa, atirando a esmo, para intimidar os estudantes, em 1968, e houve ódio, mas nem tanto como agora.

Estive na passeata dos cem mil, havia ódio contra o militares, mas não tanto ódio como agora, de todos contra todos.

Estive nas manifestações da frustração pela reprovação da Emenda Dante de Oliveira, que restabelecia as eleições diretas, e havia ódio, mas não como agora.

Nunca vi tamanha radicalização emocional, tanto passionalismo político, ou, melhor, vi sem compreender: a minha paquidérmica memória registra que na morte de Getúlio vi muita gente chorando, inclusive dentro de minha casa, a começar por meu pai, muita gente aturdida, a começar por minha mãe, e o espocar de fogos, muitos fogos de artifício, sem que até hoje eu tenha entendido se de homenagem a Getúlio ou comemoração da oposição conservadora, fascista, corrupta, golpista, como a de 64 e de agora, afinal, eu só tinha 4 anos.

Mas esta situação não é natural, foi plantada, planejadamente cultivada, pela mídia, pelas religiões, com pastores demonizando o que é só humano, com padres fascistas divinizando o que é cesariano, nas igrejas, com professores e médicos, líderes naturais, sobre as mentes alheias, incitando ao ódio, os discursos e declarações levianas e descompromissadas de lideranças vazias, a começar pelo Sr. Aécio Neves, do qual os cariocas têm a imagem de um jovem alternando surf, drogas e detenções policiais, por arruaças, chegando à política na sombra de um cadáver, do avô, sem que tenha mudado.

As conseqüências estão aí, mas, como quem com ferro fere... O ódio já chegou na porta do Congresso Nacional, onde um velho deputado, pastor, autoridade política e religiosa, foi agredido.
Breve estará lá dentro, na fonte do ódio.

As conseqüências estão aí, quando já não se respeita a memória de mortos, o dor dos parentes dos mortos e se tripudia até sobre a morte, evidenciando a vulgarização da morte, pelos fanáticos fabricados, os robôs movidos a ódio, frankensteins contemporâneos.

Só que o romance Frankenstein, de Mary Shelley, bem desnudou a alma humana: os anormais, os produtos da maldade e do equívoco sempre se voltam contra os seus criadores, ou, como afirmou Friederich Nietzche, na monumental obra Assim Falava Zaratustra, “Mal corresponde ao mestre o que nunca passa de discípulo”.

Fizeram bons alunos, e se querem uma Síria aqui, sabemos todos quais serão os alvos primeiros e preferenciais, e se arrependerão do que fizeram, se tiverem tempo.



Macaé, RJ, 07/10/2015.

sábado, 26 de setembro de 2015

O PT nunca morrerá porque ideias são imortais

Brilhante texto de Eduardo Guimarães o não filiado mais petista que os que se dizem petistas!


O PT nunca morrerá porque ideias são imortais
Não há dia em que a morte “iminente” do PT não seja anunciada. Defecções que o partido vem sofrendo são apresentadas como “provas” do fim da agremiação, ameaçada até de ser posta na ilegalidade – o que, em um país com a história que tem o Brasil, não seria surpresa.
Na semana que finda, oficializou-se a saída a saída do PT do deputado fluminense Alessandro Molon. No mesmo dia, especulou-se sobre a saída dos senadores petistas Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA). Nos Estados e municípios, sabe-se que as defecções vêm ocorrendo.
Não sei se as notícias da morte do PT não estão sendo precipitadas, como sói acontecer com as mortes anunciadas, mas, por certo, fica difícil não especular sobre a possibilidade ante a guerra de aniquilação de que o partido é alvo.
Coloquei-me, então, a pensar na possibilidade de o PT deixar de existir. Suponhamos que todos saíssem do partido. Que não sobrasse mais ninguém. A culpa seria jogada na sigla e os que fizeram parte dela, agora reabilitados, alçariam novos voos.
O que colocaríamos no lugar do PT? Sim, porque não existe nenhuma corrente política com ideias semelhantes.
Quais são as ideias do PT? Acima de tudo, o PT não tem ideias; o PT É uma ideia.
Talvez, até, um estado de espírito ou uma forma de ver o mundo. E essa forma de ver o mundo se traduz nas políticas públicas adotadas pelos governos do partido que, a meu juízo, acima de tudo estão na base da ojeriza que as classes médias desenvolveram por ele.
As cotas “raciais”, por exemplo. Eis um exemplo de política pública exclusivamente petista e que enfurece até setores da esquerda. Todavia, poucas vezes o Brasil teve uma política pública mais de esquerda e que promovesse tanta justiça social em um setor tão vital quanto o ensino superior.
Sempre digo que uma das políticas do PT que mais o indispuseram com a elite foi fazer justiça no acesso ao ensino superior. Ao tirar vagas da elite e dá-las àqueles que com os filhos dela competiram em condições injustas, o PT conseguiu inimizades mortais.
Outra ideia legitimamente petista é o programa Mais Médicos. Assim como as cotas, é uma política legitimamente popular, progressista e vital cujos resultados têm se mostrado incontestavelmente benignos.
Não há um só relato sério de mau atendimento pelo Mais Médicos. A abrangência do programa é amplamente reconhecida. Dezenas de milhões de brasileiros que não dispunham de acesso à medicina, hoje estão sendo atendidos.
Os recursos alocados no Bolsa Família são outro fator que torna o PT indigesto ao impensável para setores da sociedade que nunca haviam visto tantos bilhões serem entregues aos pobres e miseráveis sem que eles nada tivessem que dar em troca. Nem mesmo votos!
Ainda assim, há defecções no PT. Marta Suplicy, por exemplo, saiu do PT acusando-o de problemas éticos e foi parar aonde? Justamente na maior reserva moral do país [modo ironia ligado], o PMDB.
Um deputado petista e um senador do PSOL caíram nos braços de Marina Silva. O partido dela, a Rede, é o mesmo que, encrustado no PSB, ano passado, colocou independência do Banco Central no programa da então candidata a presidente.
Ninguém ousará atribuir qualquer risco de “esquerdismo” ao partido de Marina, recém abençoado pela Justiça Eleitoral.
O PSB, aliado ao PSDB de São Paulo e que abrigou o projeto de Marina, ano passado, tampouco oferece à elite o risco de manter cotas, Mais Médicos ou de continuar fazendo o Bolsa Família crescer.
Quanto ao PDT, nem vale a pena comentar.
Restaria o PSOL, mas, além de esse partido fazer pouco das políticas públicas acima elencadas, não tem chance alguma de chegar ao poder porque nem a maioria esmagadora da esquerda dá muita bola a propostas suas como, por exemplo, a de estatizar o sistema financeiro…
Enquanto isso, o PSOL diz que as políticas redistributivas que fizeram a desigualdade cair tanto seriam “migalhas”.
No futuro, quando a análise fria da história abordar o período Lula e Dilma, a forte distribuição de renda que marcou esse período será eloquente sobre as razões que levaram o PT a ser massacrado por aqueles que perderam um pouco para os mais pobres ganharem.
A ideia que o PT representa é distribuição de renda e de oportunidades em um país marcado pela desigualdade. Nunca um partido fez tanto para tornar o país mais justo e, com PT ou sem PT, esse mérito ninguém jamais irá tirar da agremiação que fez do Brasil um país mais justo.
Um eventual e absolutamente hipotético fim do PT não exterminaria uma corrente de pensamento que entende que a única saída deste país é distribuir renda, pois, do contrário, verá ocorrer uma convulsão social de proporções épicas.
Essas pessoas, essa ideia que o PT simboliza, jamais será extinta. Poderá se refundar sob qualquer sigla, mas continuará existindo.
Seus adeptos continuarão acreditando que é possível conjugar o inevitável capitalismo vigente com um processo de distribuição de renda que o partido aplicou e que produziu resultados incontestáveis, queiram a oposição de direita e de esquerda ou não.
O que atrapalhou o PT foi a necessidade de governar em um sistema político em que um presidente não governa sem apoio do Congresso, o que obrigou os governos do partido a apelarem ao que havia de disponível para garantir governabilidade.
A ideia que o PT representa, a visão de mundo e de rumo para o país que o partido simboliza, portanto, é imortal. Destruir o nome sob o qual essa ideia se aglutina não a eliminaria, apenas obrigaria seus adeptos a mudarem de nome.
Dezenas de milhões de brasileiros entendem que a distribuição de renda e de oportunidades é o único caminho para este país avançar. Com ou sem PT, essa corrente de pensamento continuará pensando a mesma coisa.
Ainda se matassem todos os que comungam com a ideia que o PT representa, essa ideia permaneceria escrita em algum lugar. E contaminaria outros idealistas, que se tornariam os novos “petistas”, fosse qual fosse o nome que dessem a si mesmos.
Ao fim, quero repetir no Blog o que postei nas redes sociais. Se o PT tiver sorte, será abandonado por todos os oportunistas caras-de-pau que permaneceram gostosamente na sigla enquanto era confortável."

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A política tem uma lógica própria, que muitas vezes é perversa.


A política não é generosa e nem se compadece dos problemas pessoais.



Ela se rege pelas circunstâncias que mudam rapidamente e de forma inesperada.
A dinâmica do processo político atua sem controle.
Os mais sábios atores desse teatro são os que percebem a forma pragmática como a política se move. São aqueles que fazem seus próprios movimentos, mas jamais entram em conflito com a realidade. Fábio Campos

“A política passa a ter contornos de uma ciência autônoma separada da moral e da religião.
Na política, devemos observar os fatos como eles são e elaborar o que se pode e é necessário fazer, e não aquilo que seria certo fazer. 
Portanto, é necessário conhecer o homem, a sua natureza e agir na realidade efetiva.
A política é a arte do possível, a arte da realidade que pode ser efetivada, que atua a partir das coisas como são e não como deveriam ser. 
Por outro lado, o centro desta elaboração encontra sua genialidade na separação entre política e moral, distinguindo-se da elaboração aristotélica, pois é a moral que cuida do dever ser “(CHAUÍ, 1995). 

Maquiavel definiu assim  :
"A política é a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o próprio governo"

O termo política é derivado do grego antigo e se refere a todos os procedimentos relativos à pólis que designa aquilo que é público .
Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã (1906-1975), política "trata-se da convivência entre diferentes", pois a política "baseia-se na pluralidade dos homens", assim, se a pluralidade implica na coexistência de diferenças, a igualdade a ser alcançada através desse exercício de interesses, quase sempre conflitantes, é a liberdade e não a justiça, pois a liberdade distingue "o convívio dos homens na pólis de todas as outras formas de convívio humano bem conhecidas pelos gregos".

Política é a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses. 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

AS SEIS MEZINHAS DO DR. ULYSSES

Ensinamentos de DR. ULYSSES sobre politica dado ao  Fernando Morais em 1978


AS SEIS MEZINHAS DO DR. ULYSSES
Primeiro: não seja impaciente. A impaciência é uma das faces da estupidez. Eu entendo que quem está na vida política não pode entrar na história do dia para a noite. O caminho é longo, paciente, perseverante, difícil. A impaciência não acaba só com carreiras futebolísticas.
Segundo: na política, em geral, e especialmente no poder, se você não pode fazer um amigo, não faça um inimigo. O inimigo guarda o ódio na geladeira, para conservar. O inimigo, numa eleição, amanhece na boca da urna dizendo que a mãe do candidato não é honesta.
Terceiro: em política nunca se deve proferir palavras irreparáveis, irretratáveis. E aqui eu recordo um conselho do Perón a Isabelita, prevendo que ela assumiria a presidência da Argentina: ‘Minha filha, em política fale muito sobre coisas, pouco sobre pessoas e nunca sobre você’.
Quarto: em política você nunca deve estar tão próximo que amanhã não possa ser adversário ou inimigo. E nem tão distante que amanhã fique em dificuldade por ter que virar amigo.
Quinto: a grande arma de qualquer bom político é o trabalho. Eu próprio costumo dizer que eu tenho estrela. Está certo que fui muito ajudado pelos amigos e pelos acontecimentos, mas eu vivo passando Kaol na minha estrela.
Sexto: é preciso saber a arte de escutar. Escutar dá até enfarte, dá úlcera. O rei Faiçal, da Arábia Saudita, dizia que Deus deu ao homem dois ouvidos e uma só boca para ouvir o dobro e falar a metade.”

domingo, 23 de agosto de 2015

A direita raivosa, o CarnaCoxinha e a piada nas redes –


 Por Igor Pereira

direita raivosa


Saiba como a falta de livros de história, a utilização das redes sociais e o fim do bom senso criaram um show digno de piada nas manifestações contra o governo 
Em meus textos anteriores fiz questão de ressaltar que as manifestações convocadas contra o governo Dilma tinham um caráter fascista já visto há tempos atrás na década de 60. O hino nacional, as bandeiras e camisas do Brasil, a apologia à volta da ditadura e outras tantas características também estavam presentes na última manifestação do dia 16 de agosto, sem contar nas palavras de baixo calão, o ódio e a intolerância que pulsava dos tais “patriotas”. O perigo do comunismo e do chamado bolivarianismo também foram frases vistas nas manifestações, o que arrancou risos daqueles que tem um pouco de bom senso.
“Ah, então ninguém pode ser contra o governo que já é chamado de reaça e coxinha?”. Não é bem por ai. Qualquer pessoa pode ser contra ou a favor de um determinado governo, pois isso faz parte da democracia. O que não vale é sair por aí pedindo enforcamento de presidente, levantar cartazes pedindo a volta de um regime grotesco que o país viveu por 21 anos e muito menos tirar a roupa na avenida. “E o impeachment?”, perguntam. Parece coisa de Napoleão de hospício, ainda apoiado por alguns tucanos que sonham com uma nova eleição ou com a renúncia de Dilma. Podem rir à vontade.
#CarnaCoxinha usado nas redes foi mais do que justo. Começou com uma coreografia de uma galera pedindo o fora PT, Dilma, Lula e etc, que virou uma piada total. Fizeram montagens com músicas de balada, carnaval e até mesmo da Xuxa, tamanha foi a repercussão negativa que até quem é contra o governo não resistiu e caiu no riso. Agora juntem a coreografia, as senhoras maquiadas, as roupas tiradas na avenida e as músicas em ritmo de carnaval: é ou não micareta? Fizeram até um balão inflável com a imagem do ex-presidente Lula vestido com roupas de ladrão. Outra piada. Montagens em comparação com a cidade de Townsville, do desenho As meninas superpoderosas foram compartilhadas a exaustão.
Para não perder a piada, até dividiram a turma em Acadêmicos do Impeachment e Unidos da Esquerda. Bendito seja oTwitter! Quanto mais os ditos acadêmicos pregam o ódio, a gente vai fazendo graça e mostrando como essas ‘manifestações’ são ridículas. “E você não vai a nenhuma manifestação?”, claro que vou! Tenho enormes insatisfações com a atual situação do Brasil, mas nenhuma delas me faz abraçar um discurso golpista. Dia 20 estarei nas ruas a favor da democracia e de mais direitos para os brasileiros. De vermelho ou não, ser patriota é buscar o diálogo, sair para a rua, apontar soluções e propostas e dizer o que falta melhorar, ao contrário de montar um carnaval fora de época.
Fazer o discurso do “nem-nem” é outra piada. Não tomar parte de todas essas tentativas de assalto à nossa democracia tão vacilante é fazer coro com a direita. O momento agora é de ter coerência e serenidade para discutir a situação política do Brasil. Se você é contra o governo, perfeito, mantenha sua posição e saiba argumentá-la da maneira mais pacífica possível. Como eu sempre ressalto, dessa forma vamos garantir um bom diálogo e assim a gente segue mudando o Brasil.
Fonte:http://ujs.org.br/index.php/noticias/a-direita-raivosa-o-carnacoxinha-e-a-piada-nas-redes-por-igor-pereira/

Provas no hospício






Janio de Freitas

É até engraçada, sem que deixe de ser o oposto disso, a expectativa generalizada sobre o que um acusado da extorsão de US$ 5 milhões causará ao país: vai abalá-lo ainda mais com suas pautas-bombas, ou enfim vai reprimir sua natureza? Incluirá na pauta da Câmara um pedido de impeachment, ou vai investir contra o procurador-geral da República?

Se um país chega a esse ponto, com o ambiente político e econômico em dependência tão patética, está muito enfermo. Fosse gente, seria recolhido ao hospício. Como não é gente, faz suspeitar de que seja o próprio hospício.

Logo, falemos de Eduardo Cunha. Para começar, duvidando de que alguém possa prever com razoável segurança a conduta do presidente da Câmara no futuro imediato. Apesar disso, pode-se sondar, em linhas gerais, hipóteses que tenha à sua frente.

A primeira: agravar a linha provocativa que mantém na Câmara pode ser negativo para sua situação judicial. Como resposta, é bastante provável que o Judiciário e o Ministério Público se sintam no dever de acelerar a tramitação do processo, para que seus ritmos habituais não sejam acusados de dar oportunidade à conturbação política. Não é menos provável que o apoio dos oposicionistas da linha Aécio incentive a tendência natural de Eduardo Cunha para a pauta-bomba e bombas sem pauta.

A hipótese de autocontenção valeria ao menos como originalidade biográfica para Eduardo Cunha —ao custo de parte do apoio que recebe do oposicionismo extremado, como o grupo aecista do PSDB, e peemedebistas paus-mandados. A liderança de Eduardo Cunha perderia alguma coisa, e é muito incerto que ele conceda essa perda.

Eduardo Cunha tem uma inteligência esperta. Até hoje, não foi capaz de convencer da sua inocência nas irregularidades, graves todas, em que figurou. Mas está na presidência da Câmara, não está arruinado. As acusações que o Ministério Público agora lhe faz em 85 páginas (ou um terço disso em espaço normal) são mesmo pesadas. Mostram, inclusive, conhecimento de truques atribuídos ao acusado, como uso de igreja evangélica para recebimento de suborno.

Mas, teoricamente, condenação depende de prova. É verdade que o Supremo já teve prática diferente e, na Lava Jato, o juiz Sergio Moro já emitiu condenação em cuja sentença admite falta de provas. É recomendável esperar o confronto entre as acusações duras e as respostas experientes de Eduardo Cunha.
A denúncia entregue ao Supremo suscita duas observações. Ficou claro que Rodrigo Janot esperou a condenação de Nestor Cerveró e Fernando Soares por Sergio Moro. Citar na acusação a Eduardo Cunha duas condenações consumadas pelos mesmos fatos dá um reforço e tanto contra o deputado, que fica como comparsa de criminosos condenados.

Nota-se ainda que Janot preserva linguagem apenas profissional, técnica. Não a violenta com os insultos e impropérios usuais em seus antecessores Antonio Fernando de Souza (hoje defensor de Eduardo Cunha) e Roberto Gurgel, sem que sequer os alvos das ofensas estivessem condenados.


De passagem, a denúncia usa de uma expressão perigosíssima para Eduardo Cunha: "desvio de finalidade", aplicada como referência indireta aos ameaçadores pedidos de informação, em nome da Câmara, que Eduardo Cunha teria feito com assinatura da então deputada Solange Almeida. Destinavam-se, disse o lobista delator, a pressionar ele e uma empresa para quitarem o saldo de US$ 5 milhões do suborno. Tal uso da Câmara é conduta que justifica processo interno de perda de mandato. Bem entendido, em Câmaras com certa dignidade.

NOTA DE DESABAFO

Atenção companheiros e companheiros
A minha página do facebook é política eu não a tenho pra assuntos pessoais,aqui não há censura a quem faz, mas não tem este fim.A finalidade é participar da militância virtual. Por isso compreendo que amigos reais ,que não gostam deste assunto, não queiram ser meus amigos na vida virtual. Compreendo e aceito. É melhor assim ,do que ficar lendo minhas postagens e ficar tecendo comentários desagradáveis. Prometo a eles que quando enjoar da politica crio uma página pessoal.( risos)

A minha página , devido ao face ter limitação de número de pessoas e eu ter seguidores que gostam de acompanhar minhas publicações, eu fiz a opção pra torná-la pública.

Porém isso, por ela ser pública ,não dar o direito as pessoas que não são minhas amigas de vir a minha página e usar minhas imagens para atacar o meu partido e nem a minha pessoa. Usar indevidamente a imagem , o nome e a foto das pessoas é crime. Além disso é imoral e abusivo . Ainda mais quando estas pessoas tem sua página travada para comentários de quem não é seu amigo.Ato covarde ,pois deixa você desarmado pra ir na página deles tecer comentários e rebater as injurias cometidas.

As estas pessoas eu deixo um recado:
Quando encontrar uma imagem que queira compartilhar ,pra falar mal,por favor, salve a imagem e compartilhe com seu nome. Compartilhar a imagem tendo o nome e a foto da gente é desagradável e ilegal .É um ato covarde!É um ato de corrupção!

O que muitas pessoas ao criar uma página na internet não sabem, é que nem tudo que se vem a cabeça é permitido. Existem regras e leis, criadas justamente para proteger o mundo da internet. O uso indevido de imagem alheia é crime. Essa é a lei Civil – Direito de imagem – Reprodução indevida – Lei nº 5.988/73 (art. 49, I, f) – Código Civil (art. 159)