sexta-feira, 11 de junho de 2010

Serra, o cínico



Serra, o cínico

Peço aos leitores que me perdoem a dureza da linguagem, mas sou um ser humano que pos...sui estômago. E ele embrulha.Qualquer pessoa tem o direito de ser conservadora. Qualquer pessoa tem o direito de ser elitista, direitista, tem o direito de desprezar a idéia de que o Brasil tenha um destino próprio e de acreditar que o nosso país deva seguir, mansamente, as regras do “mercado”.É da democracia conviver com isso. E a crítica a isso se situa no campo das idéias, da política, do debate.Outra coisa, bem diferente, é ser cínico, mentiroso, dissimulado.Esta questão está no campo do caráter, não no da política.José Serra é um personagem politicamente inadequado para presidir o Brasil, na minha opinião. Mas isso é só uma opinião.Mas José Serra é um homem moralmente inadequado para ser presidente dos brasileiros. E isso não é uma opinião, é um fato.Ele não quer se qualificar por suas idéias. Quis fazê-lo pela simulação de um “lulismo” que não resitiu por mais do que alguns dias.Agora, quer fazê-lo pela detratação dos adversários, à custa de golpes de esperteza.Hoje, nos jornais, José Serra, ataca a campanha de Dilma pelo suposto “dossiê que ninguém vê”. como já tinha feito antes.Mas agora diz, cinicamente, que o Presidente Lula “tem o direito” de fazer campanha por Dilma, “desde que seus atos estejam dentro da legalidade”.Ora, sr. José Serra, o senhor não tem a menor condição moral de falar em legalidade.O senhor é um infrator contumaz da lei porque feriu ontem, pela segunda vez, a letra expressa da lei.A lei 9.096, que diz, literalmente:§ 1º Fica vedada, nos programas de que trata este Título:I - a participação de pessoa filiada a partido que não o responsável pelo programa;O senhor sabe ler, senhor José Serra? O senhor também não sabia disso? O senhor vai se esconder sob a desculpa cínica de que não sabia também que o PPS ia colocá-lo como estrela de seu programa, como alegou, com a mais completa caradura, quando ocupou o programa do DEM, 15 dias atrás?? Não sabe que o PTB fará o mesmo daqui a outros 15 dias? Está nos jornais, senhor José Serra, e o senhor sabe e vai fazer, ciente de que viola a lei e contando com a impunidade.O fato de o senhor contar, até agora, com a incrível inação do Ministério Público Eleitoral ante suas transgressões pode eximi-lo do julgamento legal, mas não afasta o julgamento moral sobre suas atitudes.O senhor age como ums espertalhão, acobertado por uma mídia que buzina de segundo em segundo contra qualquer menção, mesmo indireta, de Lula a Dilma mas que não dá um pio diante do que o senhor deliberada e escandalosamente faz.O senhor é um dissimulado, é um mau exemplo para qualquer homem público, porque não apenas é um transgressor, mas sobretudo porque é um covarde, que nem sequer assume seus atos.
Brizola Neto.

Segurança no Brasil




Segurança no Brasil

Momento mágico para a cidade de Deus
Uma economia mais forte e melhor Governo, policiamento adequado estão começando a fazer a diferença nos distritos mais violentos e esquálidos de capital antiga do Brasil
Dia 10 de Junho de 2010 | RIO DE JANEIRO
Graças ao filme ("cidade de Deus") em 2002, a Cidade de Deus, resumo de projeto de habitação, nos subúrbios do Rio de Janeiro, tornou-se um símbolo conhecido de viagem das baixezas urbano sem lei que foi arruinado cidade mais glamouroso do Brasil por décadas. O comando Vermelho para fortemente armado gangue de traficantes de drogas, dominado a vida dos moradores da cidade de Deus e a sua envolvente favelas (o termo brasileiro para as favelas self-built totalmente embalados dos pobres) 60000 ou assim. Os gangsters, alguns deles adolescentes, poderiam impor seu reinado de terror graças à brutal a incompetência da polícia e a indiferença das autoridades do mercado.
Alguns desses problemas são repetidas em cidades do Brasil. Mas são particularmente agudas no Rio de Janeiro, que tem sofrido misgovernment crónica e recusar uma vez que a capital mudou-se para Brasília em 1960. À frente do Rio bagging dos Jogos Olímpicos de 2016 no Outono passado, muttered sobre seus rivais de violência criminal. Na semana antes da decisão do Comitê Olímpico, the New Yorker magazine executado à conta de refrigeração de Lorde de drogas do Rio e seu feudo.
Mas o Rio atravessa ao Renascimento, que ainda mantém esperanças de 1 milhão de moradores de 6 m da cidade, que vivem em favelas. No ano passado a polícia tomou controle de tempo de Cidade-presente de Deus para mantém, eles dizem. À força de 318 oficiais, apoiados por 25 carros de patrulha, é baseado em uma nova comunidade esquadra numa rua lateral entre dois canais de drenagem fetid, espalhada por camas. O resultado foi dramático. Em 2008 houve 29 homicídios na Cidade de Deus. Até este ano houve apenas um, e envolveu um espancamento, em vez de uma arma de fogo, diz José Beltrame, o Secretário de segurança, no Governo do Estado do Rio, que está encarregado de policiamento na cidade. Outros crimes caiu muito.
Muitos residentes são grata. "Era horror antes," diz Jeanne Barbosa, que executa um pequeno bar no andar térreo de sua casa. "Organismos iria ser deitados fora da passagem de carros, e havia crianças com revólveres". Seu niece foi morta como ela casa, andou por para desviar a bala de um firefight entre a polícia e os traficantes. "Agora as crianças podem jogar na rua." Para dreadlocked soldador desempregado que dá seu nome como Sérgio é mais céptico. Tenho os abusos de confirmação de polícia, afirma. Seu amigo, que foi o stare em branco do crack addict, com precisão deranged acrescenta: "89% delas são corrompidos".

A esquadra de polícia na Cidade de Deus é um dos oito, conhecido como UPPs ou pacificar unidades de polícia, instituído em favelas do Rio, desde o final de 2008. Eles fazem parte de uma estratégia ambiciosa pelo senhor Beltrame para restaurar a lei e a ordem. Isso começa com o melhor trabalho de inteligência. Para minimizar o abuso, a polícia pessoal UPPs que são recém-recrutados e especialmente treinados. Você atribuiu alvos para a força de toda. Obtendo a cidade e os governos federais chip em com bônus, conseguimos duplicar os salários das polícias de primeira linha.
Objectivo da polícia não é tanto a abolição do comércio de drogas como para orientar os bandos armados de ruas e, portanto, para abrir caminho para outros ramos do Estado. A gangue condenar moradores de favela para uma vida fora da lei: electricidade e televisão por satélite são piratados; alguns moradores têm escrituras de propriedade; e seus postos de trabalho estão na economia informal, como são os mini-autocarros que levá-los a trabalhar. As autoridades estão tentando consolidar a segurança com legalidade e infra-estrutura. Em 31 de Maio a Cidade de Deus ganhou sua primeira clínica de saúde. Próxima porta, o Governo da cidade está construindo a restaurante subsidiado. Nas proximidades, duas mulheres jovens são inscrever residentes para a empresa de electricidade, que oferece novos frigoríficos e lâmpadas de poupança de energia como um incentivo para submeter-se a títulos superiores.
Até agora o plano é pouco mais do que uma experiência, embora a um promissor. Os UPPs abrangem apenas cerca de 140000 pessoas. Os traficantes são mentir baixos e têm ocultas suas armas, mas eles não desapareceram. A polícia ainda deve superar a desconfiança da Comunidade, diz Mohamed Santos do Viva Rio, uma ONG. A polícia no Rio de Janeiro e São Paulo são ainda demasiado disparar feliz: Human Rights Watch, ao grupo de campanha, recentemente notar que, entre eles, que matam civis mais de 1000 por ano.
City of a trinity unholy
A maior parte do Rio 1, 000-odd favelas são ainda mais ou menos controlada por três quadrilhas de tráfico ou penal pelas milícias instituído pela polícia de malfeitores e bombeiros. Mas mesmo em alguns destes locais, há esperança. Tomar Vigário Geral, uma pequena favela onde 21 pessoas foram massacradas por um esquadrão de morte de polícia em 1993. Em uma recente visita, a ponte para peões sobre o caminho de ferro que leva lá foi protegido por dois homens jovens, com um revólver volumosa relegado para o bolso de seu casaco superior ostensiva. Mas volta na década de 90 havia uma dúzia de jovens com espingardas preservando a ponte, diz José junior de AfroReggae, uma ONG que acaba de abrir um grande centro cultural em Vigário Geral, financiadas pelo Governo e empresas privadas.

Aprimorado pela queda das taxas de criminalidade (ver gráfico), Senhor Beltrame, um chefe de ex-policiais federais, planeja instalar 40 UPPs abrangendo 500 mil pessoas durante os próximos quatro anos. Até lá, espera taxa de homicídio do Rio será semelhante de São Paulo, que reformar sua polícia na década de 90.



Se eu tiver uma boa chance de alcançar este objectivo, é porque o Rio é desfrutar "ao momento mágico [na qual] tudo é conspirar a seu favor,", diz André Urani, uma economista que estudos da cidade. A economia está crescendo fortemente e criação de empregos. O Rio é o hub de petróleo offshore do Brasil, mas ele também está a atrair novas indústrias. Após décadas de populismo e conflito político, está sendo transformado gestão pública no Estado. Sérgio Cabral, o Governador e Eduardo Paes, major, o Estado são ambos Aliados do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (todos os três voltados para abrir a clínica na Cidade de Deus). Portanto, o dinheiro federal é vazamento dentro da cidade. O Governo do Estado, tendo limpos suas finanças, caóticas tem espaço para emprestar.

Os fundos extras vão pagar para uma atualização do sistema de transporte da cidade para o Campeonato do mundo de 2014 (a final vai ser disputada no estádio do Maracanã do Rio) e para os Jogos Olímpicos. Tendo garantidos os Jogos com uma oferta conservadora que a maioria dos eventos na barra de well-heeled e Copacabana, as autoridades estão agora ajustar o plano. Senhor Paes pretende renovar a zona portuária seedy obtendo desenvolvedores privados para construir alojamento existe para os 20000 jornalistas que irão cobrir os jogos. Algumas das novas verbas também vai instalar a pavimentação, iluminação e esgotos que transformar favelas em bairros.

Há ainda muito a fazer. Complexo de fazer de Alemão, uma aglomeração de favelas espalhados em encostas no Norte da cidade, é pontilhada com novos projetos de habitação e os pilares de concretos do teleférico de 5 km (3 milhas) que, por mais tarde este ano, deverá vinculá-lo à rede ferroviária suburbano. Uma das suas ruas lamacento dos pequenos estabelecimentos ostenta a sucursal do Banco Santander, aberto último mês-o primeiro banco dentro de uma favela do Rio. Nicolas de Guilherme, gerente da filial, espera assinar até 10000 clientes. Mas tenho diz a maioria dos moradores ganham menos de 1000 reais (US $ 600) ao mês, e alguns querem empréstimos para comprar alimentos. Pobreza e a insegurança passaram de mão em mão no Rio de Janeiro. Uma cidade mais segura tem uma melhor chance de tornar-se menos socialmente dividido um.

O Jornal de economista | Américas

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Ato de Gabeira ‘some’ com Marina


Ato de Gabeira ‘some’ com Marina
Com PSDB, PPS e DEM, verde diz que coligação é como pássaro desajeitado que voa alto. Presidenciável ficou fora da festa

POR RAPHAEL ZARKO

Rio - Depois de Marina Silva dizer que seria uma jaguatirica na campanha à Presidência, ontem foi a vez do deputado federal Fernando Gabeira se apresentar como um pássaro tuiuiú na disputa ao governo do estado do Rio. No lançamento de sua pré-campanha no clube do América, na Tijuca, a comparação de Gabeira com a ave foi uma referência ao acordo do seu PV com o PSDB, DEM e PPS. Marina não foi citada em seu discurso.

“A nossa coligação começou meio desajeitada, me lembra até um pouco o pássaro tuiuiú, que pensam que não vai conseguir levantar voo, mas chega mais alto que todos os outros”, disse Gabeira, sem citar a polêmica que teve com Alfredo Sirkis, presidente do PV. Sirkis insistiu na candidatura ao Senado da vereadora Aspásia Camargo (PV) e também tinha resistência ao nome de Cesar Maia na composição. Ontem, Aspásia anunciou sua desistência de concorrer ao Senado.
Gabeira comparou a pré-candidatura com um tuiuiú. Ao lado de caciques coligados, não citou Marina em discurso | Foto: Divulgação

Chamou a atenção no salão do América algumas faixas e cartazes de militantes do PV que cobriram o nome da pré-candidata à Presidência Marina Silva. A explicação dada era que foi uma medida de última hora para respeitar a diversidade da coligação, já que as faixas dos tucanos não tinham o nome do presidenciável José Serra, que também apoia Gabeira no Rio.

Porém, o pré-candidato ao governo negou haver qualquer orientação para esconder o nome da senadora. “A Marina foi citada por todos. E ela está sempre presente no meu discurso, até porque é um discurso ecológico”, disse ele, que acabou citando a atuação do tucano Serra quando era ministro da Saúde no governo FH.

Sem Sirkis e Aspásia, que estavam com Marina em São Paulo, o PV foi representado pelo presidente nacional José Luiz Pena e o pré-candidato ao governo paulista, Fábio Feldman. No restante do palco, políticos do PSDB — como o ex-governador Marcelo Alencar, o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha e até o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, que no início era contrário à candidatura de Gabeira. Também discursaram o vereador Stepan Nercessian (PPS), e os pré-candidatos ao senado da coligação, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), e o advogado Marcelo Cerqueira (PPS). Cesar leu documento com as 52 propostas de governo de Gabeira.

PÉ NA ESTRADA: Promessa de governo voltado para o interior

Prometendo ter “olhos voltados para o interior do estado”, Gabeira citou deficiências na saúde e atacou o sistema de transportes públicos do Rio. “Temos que romper com a cumplicidade dos políticos com as empresas de ônibus. Não é possível que um punhado de velhacos consiga impedir o avanço dos transportes”.

As viagens internacionais do governador Sérgio Cabral também foram alvo de ataques do pré-candidato, que evitou citar o nome de Cabral e de Anthony Garotinho.

“Não pode viajar para o exterior sem levar em conta o que se passa dentro do estado”, ironizou Gabeira, após lembrar texto de escritor inglês. O pré-candidato disse reconhecer a experiência eleitoral dos rivais: “Um tem muito conhecimento do estado, o outro domina a máquina”.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Dilma ganha no primeiro turno!



Vargas:Serra bate carteira e grita pega ladrão

Dilma ganha no primeiro turno!

Terra Magazine
O secretário nacional de comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR) rebateu os ataques à campanha da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e evocou o passado do ex-diretor de inteligência da Polícia Federal, Marcelo Itagiba, para vincular José Serra a uma tradição de dossiês contra adversários. “Serra se comporta como aquele que bate a carteira e sai gritando: pega ladrão!”, ironiza Vargas.
“Para falar desse pseudo-dossiê sobre as ligações da filha dele (Verônica) com Daniel Dantas, basta Serra procurar o Google. Está no Google! Não existe dossiê. Mas a verdade é que Serra tem tradição de dossiês, não o PT. Basta lembrar de Marcelo Itagiba. Corre por aí que ele também coordenava dossiês contra o PT. É só procurar as notas que saíam nos jornais.
Eleito pelo PMDB e filiado ao PSDB desde outubro de 2009, o deputado federal Marcelo Itagiba (RJ) desempenhou papel de investigador nos depoimentos sobre a Operação Satiagraha, na CPI dos Grampos. Mas ele próprio havia sido denunciado por arapongagem contra a então pré-candidata à Presidência da República, Roseana Sarney, atingida nas vísceras pela operação “Lunus”, em 2002.
Em março daquele ano, a Polícia Federal encontrou R$ 1,34 milhão em dinheiro na empresa Lunus, de Roseana e Jorge Murad. Vinculou-se a grana a fraudes na Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia). A imagem das cédulas definhou a candidatura Roseana.
Na sequência da operação da PF, o senador José Sarney alardeou uma trama suja para favorecer a campanha de Serra – o que envolvia a montagem de um dossiê no Ministério da Saúde. O peemedebista teria alertado ao presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o vaivém de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no Maranhão, Piauí e Pará, para fuçar a vida de sua família.
Em 20 de março, Sarney realizou um dos mais duros discursos de sua vida parlamentar, em defesa da filha. Da tribuna, afirmou que “o Ministério da Saúde, em vez de tratar das epidemias, dá prioridade às coisas de inteligência e espionagem.”
Itagiba foi personagem reincidente no discurso de Sarney:
“A imprensa em quase sua totalidade publica que esse mesmo grupo está conectado para essas ações políticas na Polícia Federal e no Ministério Público citando o delegado Marcelo Itagiba, ex-chefe do Departamento de Inteligência da Polícia Federal, ex-chefe do grupo de inteligência que se formou no Ministério da Saúde e que é, atualmente, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, e o Procurador José Roberto Santoro”.
Em nota pública, Serra reagiu aos ataques: “As insinuações que o senador Sarney fez a meu respeito foram todas, sem exceção, inconsistentes, irrelevantes e até mesmo alopradas.”
André Vargas, secretário de comunicação do PT, reaviva a história no dia em que José Serra acusa a oponente Dilma de ser a responsável política por um dossiê contra sua filha, Verônica Serra. “A principal responsabilidade por esse novo dossiê é da candidata Dilma Rousseff, disso eu não tenho dúvida”, declarou o tucano.
Procurado em seu gabinete, Itagiba não retornou os telefonemas para comentar as declarações do secretário petista. “Montaram dossiê contra Sarney, em 2002. E mais uma: Serra esquece que eles (do PSDB) fizeram um grampo ilegal no processo de privatização. (O ex-governador do Ceará) Tasso Jereissati também foi vítima de grampo”, complementa Vargas.
O deputado federal sustenta que, na campanha de Dilma, não há uma disputa interna entre o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o vice-presidente do PT, Rui Falcão. “Não existe. Pimentel está se dedicando a outro projeto, que é definir sua candidatura ao governo ou ao Senado em Minas Gerais. É difícil compatibilizar. E o Rui Falcão tem participado da campanha. Tentaram criar essa divisão. Agora, o coordenador é o (José Eduardo) Dutra. E estamos aguardando a definição do Pimentel”, relata.
Vargas defende que “a vida do candidato tem que ser pública”, numa campanha eleitoral. “Dossiê é conversa fiada. É procurar no Google”.

Editado(a) por Jussara Seixas em 7.6.10

A turma do dossiê está agindo há três eleições…

A turma do dossiê está agindo há três eleições…
junho 6th, 2010 às 21:35

Vejam como não se precisa fazer arapongagem nem nada deste tipo para ir descobrindo as armações que se procura fazer nesta campanha. O Luis Carlos Azenha, no Viomundo, ressuscita uma matéria do Correio Braziliense, de março de 2002, que fala sobre o esquema de arapongagem montado no Ministério da Saúde na gestão José Serra, sob o comando do delegado Marcelo Itagiba. A matéria é sobre a empresa contratada para o serviço, que recebeu vários aditivos e ampliações de contrato, a Fence Consultoria Empresarial, do coronel (reformado) Enio Gomes Fontenelle, ex-SNI.

Destaco um trecho da matéria do Correio Braziliense, repito, de 2002:

“As investigações realizadas pelos arapongas do PFL sobre os autores do suposto grampo na sede da Lunus haviam apontado, primeiro, para a possibilidade de envolvimento de uma empresa de Brasília, a Interfort Sistemas de Segurança.

As suspeitas contra a Interfort deveram-se ao fato de José Heitor Nunes, gerente da empresa, ter estado várias vezes no Maranhão nas semanas que antecederam a invasão da Lunus.

O que o PFL desconhece é que o coronel Fontenelle (ex-integrante do SNI), o delegado Itajiba e Onésimo (ex-chefe da área de Inteligência da PF) e Nunes (dono de uma empresa que presta consultoria para PF na área de escutas) se conhecem.

Ex-militar do Exército, Nunes tem trânsito livre nos órgãos do governo dedicados a fazer investigação. Como consultor de segurança, Nunes dá aulas para os arapongas da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Durante sua militância empresarial e militar, conheceu Itajiba e o coronel Fontenelle. É ainda amigo do delegado Onésimo, que também trabalhou com Serra e hoje presta servivo à empresa ControlRisk, especialista em investigações e medidas de segurança.

Bom, este mesma Fence Consultoria Empresarial prestava serviços a quem? Ao TSE, quando ocorreu a história do famoso “grampo que não se ouviu”, antepassado do “dossiê que não se vê” de hoje. E foi ela, como se pode ler nesta matéria da Folha, de 2006 – repito, 2006 um ano que não teve nada de especial, senão o fato de ter eleições presidenciais- quem “descobriu” o suposto “grampo” que estaria sendo feito contra ministros daquele tribunal.

Não precisa de araponga, está tudo no Google.

Um cara que vai atrás desta gente do submundo para descobrir o que qualquer garoto com um computador e uma conexão com a internet é capaz de achar merece ser chamado de… como é mesmo que o Lula falou do Sérgio Guerra?

Jornalista envolvido com crise do dossiê diz que aceita acareação com ex-delegado

Jornalista envolvido com crise do dossiê diz que aceita acareação com ex-delegado
RUBENS VALENTE

DE BRASÍLIA

O jornalista Amaury Ribeiro Júnior disse que aceita ser acareado com o delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo das Graças Sousa.

Em entrevista à revista “Veja”, o delegado disse que recebeu pedido da campanha eleitoral de Dilma, durante uma reunião ocorrida em Brasília, em abril, para que investigasse “coisas pessoais” do pré-candidato tucano à Presidência, José Serra (PSDB). Amaury, que participou do encontro, negou que o pedido tenha ocorrido.

Segundo o jornalista, na reunião o delegado relatou que pessoas ligadas ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estão levantando dossiês contra pessoas do PMDB, que vai indicar o vice na chapa de Dilma.

No sábado, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) disse que pedirá uma investigação sobre a possível produção de dossiês pela campanha de Dilma Rousseff (PT).

A seguir, trechos da entrevista.

Folha – Foi pedido ao delegado Onézimo que investigasse José Serra ou foi sugerido grampo telefônico?
AMAURY RIBEIRO JUNIOR – Não tem nada a ver com José Serra. A questão [da reunião] era para saber quem estava vazando informações. E saber quem roubou [as informações]. Na verdade se fala muito em espionagem, mas o que aconteceu é que roubaram coisas. Roubaram o cartão do próprio delegado. Eu fui chamado exatamente para tentar ver o que estava acontecendo na casa, o que estava vazando na casa.

Não foi sugerido ao delegado algum tipo de investigação sobre a família de Serra?
O que está parecendo agora é uma retaliação. Ele está falando isso agora como uma retaliação porque ele não foi contratado. [...] Agora, sendo um cara araponga, ele tem que provar. Eu tenho como provar que não rolou esse papo na conversa. Ele vai se dar mal, porque vou processá-lo. Porque tenho como provar tudo que se passou naquela conversa.

Como você pode provar?
Detalhes, diálogo por diálogo. Eu tenho como provar tudo o que foi falado. Agora, eu fui [à reunião] porque conheço outra pessoa, um amigo dele. Ele [Sousa] trabalhou na inteligência do Itagiba, no Ministério da Saúde, que o Serra montou.

Por que ocorreu a reunião?
Não era só vazamento, começaram a roubar coisas lá dentro. Sabotagem. [...] O Onézimo chegou nessa reunião dizendo que ele tinha condições de destruir isso porque ele havia trabalhado antigamente, e que tinha brigado com o pessoal, da inteligência do Itagiba. [...] Quando o Serra assumiu o Ministério da Saúde, ele montou –com o pretexto de investigar laboratórios– uma central de espionagem, que era formado por quem? É só você ver quem estava cadastrado. Era um agente do SNI, o “agente Jardim”, que até pouco tempo estava no gabinete [de Itagiba na Câmara], um ex-delegado… Isso quem falou foi o próprio Onézimo.

Ele chegou nessa reunião [e disse]: “Pô, vocês estão atrasados, porque essa equipe está trabalhando há dois anos”. “Fazendo o quê?” “Ah, eles estão levantando dossiê contra o pessoal, esse povo do Itagiba está levantando 300 dossiês contra pessoas do PMDB, e quem do PMDB não votasse com o PSDB, estão fazendo chantagem, estão chantageando”. [...] E disse o seguinte: que tinha sido convidado, inclusive, para integrar esse grupo. “Então pra gente descobrir quem está com vocês, aí, é muito fácil, porque eu já trabalhei lá”. Ele contou também que trabalhou –o que facilitaria [seu trabalho]– que já tinha trabalhado no grupo de inteligência da campanha de Fernando Henrique em 1994.

Ele disse que esse grupo do Itagiba, depois de vasculhar a vida do Aécio Neves e da Dilma e não ter encontrado nada contra, eles estavam desesperados. E disse que tem uns 500 dossiês contra o pessoal do PMDB. Essa é a verdade. Então qual era a intenção –ele falou– “se esse pessoal [está atuando contra], nós temos que nos proteger”. Mas acontece que havia problemas, e isso eu concordo com ele, sobre o direcionamento da campanha. Porque eu achei confuso. Primeiro, que daí o pessoal da reunião começou a falar que estava desconfiando de fogo amigo. Aí ele falou, “vamos investigar o [grupo do] Serra ou vamos investigar o fogo amigo?”. E aí realmente não chegamos a um acordo. Eu abortei. Porque o pessoal que podia estar na casa, não podia fazer esse trabalho externo. Eram dois serviços: um era proteger a casa e outro era saber quem eram esses caras do Itagiba. Eu vou poupar o nome, mas ele chegou até a mandar um cara para conversar com o “Jardim”, saber o que ele estava fazendo, deu um relatório sobre o “Jardim”, tudo. [...] Então o que era o plano? Era desmontar essa base.

O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto seria o responsável por pagar os serviços?
Eu acho que ele é um cara que coordena a casa e estaria ali para saber como que seria o pagamento, se fechasse. Tanto que ele foi para a reunião acho que para… ele foi como representante do esquema da QI [a casa no Lago Sul onde funcionava a área de imprensa da campanha de Dilma].

Qual o interesse direto dele em pagar esse custo?
Ele ia ver as planilhas de custos, avaliar os gastos, se valia a pena, como qualquer contrato empresarial. Ele é amigo de Lanzetta e era tipo um contador da casa. Ele tinha uma equipe. A maior parte do staff da casa é ligada a ele. Lanzetta pegou uma pessoa para organizar. [...] Eles são sócios. Foi lá para dar um apoio. Pepper, americanos e Lanzetta fizeram um pool para tocar a casa. Parece que ele largou um monte de contratos [no governo] para participar da campanha.
Na área empresarial, ele pegou as empresas do pai e transformou a gráfica numa das maiores do Brasil, tem um faturamento de milhões. Ele transita em vários meios e é amigo de várias pessoas. Ele e Lanzetta são amigos inseparáveis, um não faz uma coisa sem o outro. Lanzetta chamou Benedito para organizar as finanças da casa, desde o aluguel, contratação de pessoas. Mas eu estou dizendo o que eu acho, aquilo que entendi.

Haveria pagamento em dinheiro?
Não, só em contratos. Isso ficou bem claro [na reunião]. O Benedito falou bem claro que não era esse tipo de pessoa, que emitiria comprovantes de pagamento e serviços. Seria tudo declarado.

E a presença de Idalberto na reunião?
Foi ele que levou o Onézimo. Eu conheço o Idalberto há muitos anos e ele nunca pegou, nunca…

Ele foi contratado pela campanha?
Não foi contratado, não. Ia se formar esse grupo que não se formou, entendeu? [...] Eu nem cheguei a fechar contrato, foi abortado, eu não entrei na campanha. Eu fui lá para tentar desmontar um sistema de espionagem. [...] Havia espiões lá dentro [da casa]. A “Veja” mostrou fotos de todo mundo, o cartão roubado do delegado. Eu falei [para um repórter da revista] que “sua matéria é produto de roubo, de sabotagem”.

Vocês chegaram a fazer uma denúncia sobre esse suposto roubo?
Eu procurei o Ministério Público Federal, um procurador da República amigo, mas mas fui demovido da ideia por Lanzetta, que pediu, encarecidamente, que eu não formalizasse a denúncia. Havia suspeitas sobre os próprios integrantes da casa, então como poderia ser uma denúncia contra? Eu não fiz na hora, mas agora vou entregar todos os documentos, junto com os resultados das minhas investigações, para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Foi o Lanzetta quem lhe convidou para a reunião?
O Lanzetta, porque ele não é da área, tem um perfil de empresário. Eu sou jornalista. Eu converso com esse povo há dez anos, como todo jornalista conversa.

Os achados que você fez para seu livro, sobre as privatizações, foram relatados a Fernando Pimentel, chegaram a conhecimento…
Não. Isso é um material que nunca passei para ele porque eu tinha feito em outra circunstância. (..) Na verdade, eles [PSDB] estão preocupados com o que eu tenho. Não é feito de espionagem, nada de grampo, nada de ilegalidade. O que importa é se o que eu tenho aqui é legal, se tem fé pública, se não tem. É isso que importa. Agora, ninguém quer saber disso, né? Ganhei mais de 30 prêmios de jornalismo e nunca fiz matéria com base em grampo telefônico. Nunca trabalhei assim.

Quando sairá o livro?
No livro eu vou contar a história desde o início. Toda essa rede de intrigas. Eu, como não tenho contrato com ninguém, posso falar de todos os lados. Tem fogo amigo dos dois lados. Vou publicar os documentos. Já estou procurando um laudo de um especialista, um tributarista com especialização em lavagem de dinheiro, para dar um parecer sobre todos os documentos. Vou entregar tudo para a Polícia Federal. Vou até o fim.

domingo, 6 de junho de 2010

Pessoa mais importantes no mundo!

"Se você deseja ser uma das pessoas mais importantes no mundo, deve pensar como uma. Comece fazendo tudo melhor do que todos á sua volta. Ser a melhor irá obviamente requerer mais do seu tempo, esforço e vontade. Não é fácil e não é para todo mundo. Quando não somos o melhor, ficamos na média, e isso significa que somos... "melhor do que nada". Eu não sei quanto a você, mas eu certamente não quero estar nesta categoria."