domingo, 17 de junho de 2012


"As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim" DILMA ROUSSEFF - A TORTURA DE ESTELA CONTADA POR DILMA - Sandra Kiefer‏


"As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim"

DILMA ROUSSEFF - 25 DE OUTUBRO DE 2001

 Militante de esquerda, Estela, que tinha 22 anos na época, apanhou muito nos porões da ditadura. E foi torturada em Minas, mais especificamente em Juiz de Fora, e não só no Rio de Janeiro e em São Paulo como se sabia até agora. Estela é um dos codinomes usados na época por Dilma Vana Rousseff, hoje a presidente do Brasil. É o que revela a repórter Sandra Kiefer, que obteve documentos inéditos em que Dilma relata ter sido pendurada por seus algozes mineiros no pau de arara, apanhado de palmatória e levado choques e socos que a marcaram para o resto da vida.

Dente arrancado com um soco

“Uma das coisas que me aconteceu naquela época é que meu dente começou a cair e só foi derrubado posteriormente pela OBAN. Minha arcada girou para outro lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente deslocou-se e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. Só mais tarde, quando voltei para SP, o Albernaz completou o serviço com um soco, arrancando o dente”. 
 

Pau-de-arara e palmatória

...“Se o interrogatorio e de longa duracao, com interrogador ‘experiente’ ele te bota no pau-de-arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que nao deixa rastro, so te mina. Muitas vezes tambem usava palmatoria; usava em mim muita palmatoria’’...




 A tortura de Estela contada por Dilma



A presidente Dilma Vana Rousseff foi torturada nos porões da ditadura em Juiz de Fora, Zona da Mata mineira, e não apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro, como se pensava até agora. Em Minas, ela foi colocada no pau de arara, apanhou de palmatória, levou choques e socos que causaram problemas graves na sua arcada dentária. É o que revelam documentos obtidos com exclusividade pelo Estado de Minas , que até então mofavam na última sala do Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG). As instalações do conselho ocupam o quinto andar do Edifício Maletta, no Centro de Belo Horizonte. Um tanto decadente, sujeito a incêndios e infiltrações, o velho Maletta foi reduto da militância estudantil nas décadas de 1960 e 70.

Perdido entre caixas-arquivo de papelão, empilhadas até o teto, repousa o depoimento pessoal de Dilma, o único que mereceu uma cópia xerox entre os mais de 700 processos de presos políticos mineiros analisados pelo Conedh-MG. Pela primeira vez na história, vem à tona o testemunho de Dilma relatando todo o sofrimento vivido em Minas na pele da militante política de codinomes Estela, Stela, Vanda, Luíza, Mariza e também Ana (menos conhecido, que ressurge neste processo mineiro). Ela contava então com 22 anos e militava no setor estudantil do Comando de Libertação Nacional (Colina), que mais tarde se fundiria com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), dando origem à VAR-Palmares.

As terríveis sessões de tortura enfrentadas pela então jovem estudante subversiva já foram ditas e repisadas ao longo dos últimos anos, mas os relatos sempre se referiam ao eixo Rio-São Paulo, envolvendo a Operação Bandeirantes, a temida Oban de São Paulo, e a cargeragem na capital fluminense. Já o episódio da tortura sofrida por Dilma em Minas, onde, segundo ela própria, exerceu 90% de sua militância durante a ditadura, tinha ficado no esquecimento. Até agora.

Com a palavra, a presidente: “Algumas características da tortura. No início, não tinha rotina. Não se distinguia se era dia ou noite. Geralmente, o básico era o choque”. Ela continua: “(...) se o interrogatório é de longa duração, com interrogador experiente, ele te bota no pau de arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes usava palmatória; usaram em mim muita palmatória. Em São Paulo, usaram pouco este ‘método’”.

Bilhetes Dilma foi transferida em janeiro de 1972 para Juiz de Fora, ficando presa possivelmente no quartel da Polícia do Exército, a 4ª Companhia da PE. Nesse ponto do depoimento, falham as memórias do cárcere de Dilma e ela crava apenas não ter sido levada ao Departamento de Ordem e Política Social (Dops) de BH. Como já era presa antiga, a militante deveria ter ido a Juiz de Fora somente para ser ouvida pela auditoria da 4ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM). Dilma pensou que, como havia ocorrido das outras vezes, estava vindo de São Paulo a Minas para a nova fase do julgamento no processo mineiro. Chegando a Juiz de Fora, porém, ela afirma ter sido novamente torturada e submetida a péssimas condições carcerárias, possivelmente por dois meses.

Nesse período, foi mantida na clandestinidade e jogada em uma cela, onde permaneceu na maior parte do tempo sozinha e em outra na companhia de uma única presa, Terezinha, de identidade desconhecida. Dilma voltou a apanhar dos agentes da repressão em Minas porque havia a suspeita de que Estela teria organizado, no fim de 1969, um plano para dar fuga a Ângelo Pezzuti, ex-companheiro da organização Colina, que havia sido preso na ex-Colônia Magalhães Pinto, hoje Penitenciária de Neves. Os militares haviam conseguido interceptar bilhetinhos trocados entre Estela (Stela nos bilhetes, codinome de Dilma) e Cabral (Ângelo), contendo inclusive o croqui do mapa do presídio, desenhado à mão (veja reproduções ao lado).

Seja por discrição ou por precaução, Dilma sempre evitou falar sobre a tortura. Não consta o depoimento dela nos arquivos do grupo Tortura Nunca Mais, nem no livro Mulheres que foram à luta armada, de Luiz Maklouf, de 1998. Só mais tarde, em 2003, ele conseguiria que Dilma contasse detalhes sobre a tortura que sofrera nas prisões do Rio e de São Paulo. Em 2005, trechos da entrevista foram publicados. Naquela época, a então ministra acabava de ser indicada para ocupar a Casa Civil.

O relato pessoal de Dilma, que agora se torna público, é anterior a isso. Data de 25 de outubro de 2001, quando ela ainda era secretária das Minas e Energia no Rio Grande do Sul, filiada ao PDT e nem sonhava em ocupar a cadeira da Presidência da República. Diante do jovem filósofo Robson Sávio, que atuava na coordenação da Comissão Estadual de Indenização às Vítimas de Tortura (Ceivt) do Conedh-MG, sem remuneração, Dilma revelou pormenores das sessões de humilhação sofridas em Minas. “O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente pelo resto da vida”, disse.

Humilde Apesar de ser ainda apenas a secretária  das Minas e Energia, a postura de Dilma impressionou Robson: “A secretária tinha fama de durona. Ela já chegou ao corredor com um jeito  impositivo, firme, muito decidida. À medida que foi contando os fatos no seu depoimento, ela foi se emocionando. Nós interrompemos o depoimento e ela deixou a sala com uma postura diferente em relação ao momento em que entrou. Saiu cabisbaixa”, conta ele, que teve três dias de prazo para colher sete depoimentos na capital gaúcha. Na avaliação de Robson, Dilma teve uma postura humilde para a época ao concordar em prestar depoimento perante a comissão. “Com ou sem o depoimento dela, a comissão iria aprovar a indenização de qualquer jeito, porque já tinha provas suficientes. Mas a gente insistia em colher os testemunhos, pois tinha a noção de estar fazendo algo histórico”, afirma o filósofo.

Sandra Kiefer
Publicação: 17/06/2012 04:00
 Fonte:Jornal Estado de Minas  http://impresso.em.com.br/cadernos/politica/

domingo, 10 de junho de 2012


           QUE MENSALÃO


No PT, desde a sua fundação, os filiados, os detentores de mandatos e os detentores de cargos públicos contribuem com uma porcentagem para a manutenção do Partido. Este dinheiro, conforme manda o estatuto partidário, é distribuído: nacional, estadual, regional e até zonal.

Quando falta dinheiro, não só para a estrutura partidária mas para eventuais despesas de campanha, muitas vezes o PT recorre a empréstimos.

Em 2005, a direita, descobrindo esta ajuda mútua entre as instâncias do PT, e também a candidatos da base aliada, coletou estas informações e tentou insinuar que o PT estava comprando deputados para votar a favor do governo. Apelidaram estes apoios financeiros internos de MENSALÃO.

No caso dos empréstimos, está lá registrado no banco o nome, endereço, número dos documentos etc.etc de quem sacou o dinheiro (se estes que sacaram não fizeram a prestação de contas deverão fazer). Portanto, não há qualquer irregularidade nisso. No entanto (Globo, Veja, DEM, PSDB, PPS e outros empresários de direita), sabendo destas contribuições internas, tentaram colar no PT uma prática delituosa.

Jogaram na mídia. A mídia, em especial (Globo, Veja, Estadão e outros), viraram partidos políticos de oposição ao PT, viraram delegados, viraram investigadores e viraram juízes, sem qualquer chance de defesa (igualzinho ao período da inquisição) e tentaram colar no PT, todos os males da terra, inclusive tentaram colar no PT práticas deles. A Mídia tentou fazer uma lavagem cerebral na população, dizendo que o PT é o mais corruptos da história brasileira.

Dava a impressão que a corrupção começou com a posse de Lula, no entanto a corrupção começou a ser descoberta a partir da posse do de Lula/PT no Governo Federal, antes ficava escondida. A Transparência criada pelo PT no Governo levou à descobertas de desvios quase centenários dentro do Governo, feitos em sua maioria, por empresários criminosos.

Por esta razão é que no governo Lula/PT e ainda agora no Governo Dilma/PT é que estão descobrindo os grandes roubos. Antes só eram presos “ladrões de galinhas”. Como o chamado “mensalão” foi uma farsa, hoje, todos os que, através de devaneios acusaram membros do PT, em especial o Zé Dirceu e o Delúbio Soares de criminosos, estão com dificuldade para justificar a acusação e a condenação pública que fizeram na época.

A direita está em desespero, chegando ao ridículo de tentar montar esquema para acusar o ex-presidente Lula, de interferência no Judiciário. Não podemos esquecer que, isso já aconteceu na questão dos falsos grampos no Supremo, e também do caso do esquema chamado de “Sanguessugas”, quando descoberto, já no governo Lula, o superfaturamento de ambulâncias feito em 2001, no então Governo FHC/SERRA/PSDB, respectivamente, Presidente da República e Ministro da Saúde. Neste caso segundo a mídia, o único culpado foi o churrasqueiro do Lula que queria divulgar o caso.

E, ainda, não podemos esquecer do caso do banqueiro Daniel Dantas, que foi solto por duas vezes pelo Ministro Gilmar Mendes e que o único culpado, execrado na mídia foi o delegado, que prendeu e algemou o banqueiro “suposto criminoso”.

Cada militante que achar importante discuta essa realidade e repasse para outros. Precisamos desmascarar a mídia e todos os criminosos.

POR :Nadir Cardozo dos Santos.
Advogado e Pedagogo – Florianópolis – SC."

sexta-feira, 8 de junho de 2012

FRANÇA ASSOCIA DOENÇA DE PARKINSON AO USO DE AGROTÓXICOS

Do site Ianotícia

Um decreto francês associa a doença de Parkinson ao uso de agrotóxico, afirmou o jornal francês Le Monde. A informação foi repercutida no Brasil entre agricultores familiares e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). No Espírito Santo, a notícia foi foi rapidamente repercutida entre movimentos camponeses que lutam pelo fim do uso de agrotóxico no Estado.

A informação entre os agricultores camponeses é que no País, assim como no Estado, faltam medidas que permitam a identificação das doenças geradas pelo uso de agrotóxico.

Segundo o Le Monde, na França, a atenção sobre a saúde dos agricultores tomou força após o processo movido pelo produtor de grãos Paul François, contra a gigante norte-americana Monsanto. A empresa foi julgada responsável pela intoxicação do produtor por meio da inalação do agrotóxico Lasso.

No dia 30 de abril, outra decisão condenou o Estado a indenizar um produtor de grãos de Meurthe-et-Moselle, que sofre de uma síndrome mieloproliferativa. A patologia foi associada ao uso de produtos que continham especialmente benzeno.

O decreto que reconheceu a relação entre o uso de agrotóxicos e o mal de Parkinson foi considerado uma vitória entre agricultores franceses e de outros países. Segundo a Associação de Fitovítimas, uma das primeiras a quebrar o silêncio sobre os impactos do agrotóxico na saúde humana, a inclusão do mal de Parkinson na lista de doenças ocupacionais do sistema agrícola facilitará os esforços dos agricultores. Com a informaçào, acredita-se que a doença será diagnosticada em menos de um ano após a utilização dos pesticidas, além de beneficiar o agricultor que ficar incapacitado de trabalhar.

A Mutual de Saúde dos Agricultores (MAS) também se manifestou sobre o artigo do jornal francês e afirmou que apenas 20 casos de mal de Parkinson foram relatados aos comitês de reconhecimento de doenças ocupacionais em uma década. Segundo os agricultores capixabas, esse número deve ser ainda maior.

A informação é que 4.900 doenças são reconhecidas a cada ano como doenças profissionais, porém, apenas cinco delas estão ligadas ao uso de agrotóxico oficialmente, entre elas, o câncer.

Segundo o Movimento de Pequenos Agricultores (MPA-ES), além de casos de câncer, o uso de agrotóxico pode gerar a perda de membros, impotência, depressão e, pode também, levar ao suicídio. Para os agricultores, o número de agrotóxicos em uso no Brasil é tão grande que mesmo diante do descaso, quem tenta associar as doenças do campo ao uso de agrotóxico tem grande dificuldade.

De acordo com os dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Agenor Álvares da Silva, o País é responsável por 1/5 do consumo mundial de agrotóxicos, ou seja, consome 19% de todos os defensivos agrícolas produzidos no mundo; os Estados Unidos, 17%; e o restante dos países, 64%.

Somente no ano de 2011, o Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do trabalhador do Ministério da Saúde, registrou 8 mil casos de intoxicação por agrotóxico no País.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mídia ajuda tucanos na CPI 

 

Por José Dirceu, em seu blog:
Há um esforço desesperado dos jornalões de atacar a figura do ex-presidente Lula, já entrando no clima das eleições quando ainda faltam meses para o início da campanha oficial.

O articulista e membro da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira, abriu seu artigo em O Globo deste domingo acusando o presidente Lula de "estar desestabilizado emocionalmente" e de se esmerar "nos últimos dias em explicitar uma truculência política que antes era dissimulada em público ou maquiada".


A contribuição da Folha de S.Paulo também não se fez esperar: centrou a cobertura do Encontro do PT em que foi lançada a candidatura Haddad, no sábado, na ausência da ex-prefeita e senadora Marta Suplicy (PT-SP). A matéria não é sobre o lançamento da candidatura. É sobre a ausência da senadora.

O esforço permanente para jogar a presidenta Dilma contra Lula

Por que atacar com tanta insistência o ex-presidente? Por que continuam todos nessa linha de contrapor, intrigar, fingir aprovação ao governo Dilma - que também não aprovam -, criar divergência entre a presidenta e seu antecessor?

A explicação, como eu disse a vocês, está nas pesquisas sobre a eleição nas pequenas, médias e grandes cidades de todo esse Brasil, unânimes em apontar a força político-eleitoral do ex-presidente. Como uma que saiu no fim de semana, por exemplo, sobre a eleição em Campinas, maior cidade paulista depois da capital. Título de manchete na mídia campineira: “Pesquisa aponta que 37,5% dos eleitores “muito provavelme​nte” atenderiam pedido do ex-preside​nte por um dos candidatos”.

Isso mudaria totalmente o cenário da eleição local. O mesmo pode acontecer com o quadro em São Paulo. A última pesquisa a respeito apontou que nada menos que 48% do eleitorado paulistano pode votar num candidato indicado ou apoiado pelo ex-chefe do governo.

Centram baterias contra ex-presidente e poupam DEM-PSDB na CPI

Está aí a explicação para o recrudescimento do ódio midiático contra o presidente Lula. O fato incontestável aferido pelas pesquisas e comprovado pelo incômodo da imprensa é que o ex-presidente conta, é a força eleitoral predominante neste pleito.

Atacam-no pelo medo do seu papel nas eleições, ao mesmo tempo em que poupam o DEM e o PSDB nos malfeitos dos dois e atacam a CPI do Cachoeira. Até procuram dirigi-la, para ajudar o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e os demais tucanos que, segundo as denúncias, estão envolvidos até o pescoço no esquema Carlos Cachoeira. Querem evitar o pior para eles. O que, ao que tudo indica, será impossível.

O dedo do Lula e o ódio de classe

 

Por Emir Sader, no sítio Carta Maior:

A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus pilares. A escravidão, que desqualificava, ao mesmo tempo, os negros e o trabalho – atividade de uma raça considerada inferior – foi constitutiva do Brasil, como economia, como estratificação social e como ideologia.


Uma sociedade que nunca foi majoritariamente branca, teve sempre como ideologia dominante a da elite branca, Sempre presidiram o país, ocuparam os cargos mais importantes nas FFAA, nos bancos, nos ministérios, na direção das grandes empresas, na mídia, na direção dos clubes – em todos os lugares em que se concentra o poder na sociedade, estiveram sempre os brancos.

A elite paulista representa melhor do que qualquer outro setor, esse ranço racista. Nunca assimilaram a Revolução de 30, menos ainda o governo do Getúlio. Foram derrotados sistematicamente pelo Getulio e pelos candidatos que ele apoiou. Atribuíam essa derrota aos “marmiteiros”- expressão depreciativa que a direita tinha para os trabalhadores, uma forma explicita de preconceito de classe.

A ideologia separatista de 1932 – que considerava São Paulo “a locomotiva da nação”, o setor dinâmico e trabalhador, que arrastava os vagões preguiçosos e atrasados dos outros estados – nunca deixou de ser o sentimento dominante da elite paulista em relação ao resto do Brasil. Os trabalhadores imigrantes, que construíram a riqueza de Sao Paulo, eram todos “baianos” ou “cabeças chatas”, trabalhadores que sobreviviam morando nas construções – como o personagem que comia gilete, da música do Vinicius e do Carlos Lira, cantada pelo Ari Toledo, com o sugestivo nome de pau-de-arara, outra denominação para os imigrantes nordestinos em Sao Paulo.

A elite paulista foi protagonista essencial nas marchas das senhoras com a igreja e a mídia, que prepararam o clima para o golpe militar e o apoiaram, incluindo o mesmo tipo de campanha de 1932, com doações de joias e outros bens para a “salvação do Brasil”- de que os militares da ditadura eram os agentes salvadores.

Terminada a ditadura, tiveram que conviver com o Lula como líder popular e o Partido dos Trabalhadores, para o qual canalizaram seu ódio de classe e seu racismo. Lula é o personagem preferencial desses sentimentos, porque sintetiza os aspectos que a elite paulista mais detesta: nordestino, não branco, operário, esquerdista, líder popular.

Não bastasse sua imagem de nordestino, de trabalhador, sua linguagem, seu caráter, está sua mão: Lula perdeu um dedo não em um jet-sky, mas na máquina, como operário metalúrgico, em um dos tantos acidentes de trabalho cotidianos, produto da super exploração dos trabalhadores. O dedo de uma mão de operário, acostumado a produzir, a trabalhar na máquina, a viver do seu próprio trabalho, a lutar, a resistir, a organizar os trabalhadores, a batalhar por seus interesses. Está inscrito no corpo do Lula, nos seus gestos, nas suas mãos, sua origem de classe. É insuportável para o racismo da elite paulista.

Essa elite racista teve que conviver com o sucesso dos governos Lula, depois do fracasso do seu queridinho – FHC, que saiu enxotado da presidência – e da sua sucessora, a Dilma. Tem que conviver com a ascensão social dos trabalhadores, dos nordestinos, dos não brancos, da vitória da esquerda, do PT, do Lula, do povo.

O ódio a Lula é um ódio de classe, vem do profundo da burguesia paulista e de setores de classe média que assumem os valores dessa burguesia. O anti-petismo é expressão disso. Os tucanos são sua representação política.

Da discriminação, do racismo, do pânico diante das ascensão das classes populares, do seu desalojo da direção do Estado, que sempre tinham exercido sem contrapontos. Os Cansei, a mídia paulista, os moradores dos Jardins, os adeptos do FHC, do Serra, do Gilmar, dos otavinhos – derrotados, desesperados, racistas, decadentes.

domingo, 3 de junho de 2012

Há pessoas cometas e há pessoas estrelas.
 
Os cometas passam, apenas são lembrados pela
data que retornam e depois desaparecem.

''As estrelas permanecem''.
Importante é ser estrelas, permanecer, ser calor, ser vida.
Amigo é estrela.
Os anos podem passar mas
as marcas ficam no coração
assim são os amigos
na vida da gente, pode se contar com eles.

São coragem nos momentos difíceis,
são luz nos momentos de desanimo.

Ser estrela nesse mundo de cometas é um
desafio, mas acima de tudo é uma recompensa.

É nascer e ter vivido e não apenas
"EXISTIDO"

Autor desconhecido

sábado, 2 de junho de 2012

E agora os tão esperados Mantras para 2012


 
   Seu Uso...
O Mantra...
 
Como Mantras Gerais para viver a virada de 2011 para 2012 e mesmo para promover uma comunhão sua com o Universo ao longo de 2012   use:


Eu Te Adoro 2012
e
Saborosas Manhãs 2012
 
Para Ajudá-lo a Melhorar Sua Vida Material
 
  Gumbelzin Ori Valimando
 
Para Pessoas que tem Dificuldade de Focar seus Objetivos e Levá-los Adiante



Pomtibilanin Giminuz

Para Mudar O Rumo Da Vida Para Melhor, Quando Se Esta Vivendo Grandes Dificuldade
Ediazemtuge Forinabi
 
Para Desenvolver Numa Pessoa A Capacidade Dela Administrar Melhor A Sua Própria Vida

 
 Zomor Lubine Gandiper
 
Para Fazer Você Se Tornar Um Negociador Bem Sucedido
 
 
Tiro Certo Governador
 
Para Forçar Situações de Prosperidade em sua Vida

 
 
Me Traz Um Sapo Doido

Para Energizar e Harmonizar Pessoas Com a Saúde Debilitada use:
A Doença Acabou e a Saude Chegou

Para Ajudar Crianças Lentas ou Hiperativas a Desenvolverem Excelentes Capacidades de Comunicação, de Realização e de Equilíbrio

Tunga Lunga Bunga Pongondonis
 
Para Anular Ansiedade e Pânico

 
Gonpel Ubgiden Zermuz Omsi

 
Para Forçar O Sucesso De Um Empreendimento

 
Mero Lero Gatozinbo

Para Forçar Um Acontecimento
Alonbegeni Zimbrid
Para Acelerar um Acontecimento Que Se Deseja
Ari Ari Ari Dunkon Bomgim Farzin
Para Ajudá-lo a se Preparar Para Provas e Concursos:

Gitepumi Zip
Para Obter Apoio Total do Universo nas Caçadas que Empreendemos pela nossa Felicidade
Diga Sério Comendador
Para Ajudá-lo a Reverter Disputas a seu Favor
To nessa Meu Chapa
  Para Seduzir Parceiros e Tornar A Relação Sólida e Intensa
 

Goufema Liames Zembin Pinfen Formemti

 
 
Instruções para uso dos Mantras
Para que um Mantra possa atingir o seu objetivo, promovendo no seu interior as transformações que irão ajudá-lo a atingir um estado de poder, repleto de tranqüilidade, harmonia e de realizações bem sucedidas, é fundamental que ele seja vivenciado regularmente por seu cérebro. Isto significa que ele precisa  “entrar em você” algumas vezes por dia através de
seus órgãos sensoriais. 
Para que isto aconteça faça o seguinte:
Crie comunicações visuais com o Mantra e as coloque e lugares onde, no seu dia a dia, você seja obrigado a lê-las. Por exemplo, coloque etiquetas adesivas com o Mantra por dentro de suas bolsas, pastas e agendas, de tal forma que ao abri-las seja sempre forçado a lê-las.
Todos os dias, pelo menos duas vezes por dia, fique diante de um espelho e pronuncie o  Mantra  olhando no fundo de seus olhos.
Todos os dias escreva o  Mantra , de dez a quinze vezes por dia, de uma forma lenta e profunda, apertando a ponta da caneta, ou do lápis, no papel. Esta não é uma regra rígida. Se num determinado dia só quiser escrevê-lo apenas  duas vezes, vá em frente e assuma a sua vontade. Mas, por outro, lado é fundamental que você o escreva pelo menos uma vez por dia, todos os dias.

Todos os dias pronuncie o  Mantra  várias vezes por dia, independentemente do exercício do espelho. Falar alto ou baixo é indiferente, desde que você procure sentir a vibração do som das palavras que forem saindo de sua boca.

Gilson Chveid Oen
Numerologia Científica e Engenharia Dimensional